13 de dezembro de 2012 - 09:50

Exposição no Fórum Cível da Capital marca homenagens aos 100 anos de Luiz Gonzaga

O eterno “Rei do Baião”, está sendo homenageado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, com uma exposição de objetos raros de um do maiores nomes da música brasileira de todos os tempos. O evento intitulado “Exposição Luiz Gonzaga – 100 Anos” é aberto ao público e vai até a próxima terça-feira (18), no hall de entrada do Fórum Cível de João Pessoa, localizado na Avenida João Machado.

Um dos grandes pesquisadores da vida e obra de Luiz Gonzaga, o juiz titular da 5ª Vara Cível da Capital, Onaldo Rocha de Queiroga, ressaltou que o Poder Judiciário estadual está prestando uma justa homenagem a esse grande pernambucano do século XX. “Na minha visão, o que José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna, José Américo de Almeida fizeram pelo Sertão nordestino no campo da literatura, Luiz Gonzaga o fez através da música. Luiz, é como diz Alceu Valença: ‘e o próprio Nordeste’”, comentou o magistrado. Onaldo Queiroga disse, ainda, que esta exposição também revela o respeito que o Tribunal de Justiça tem por esse homem de tamanha envergadura cultural.

No Fórum Cível, o público pode conferir de perto discos de Luiz Gonzaga da década de 50, cartas endereçadas a uma fã paraibana datada de 1951, réplicas dos chapéus usados por Luiz, muitos livros sobre o homenageado, o Título de Cidadão Paraibano recebido por ele, CDs, LPs, recortes de jornais, sua ficha militar, entre outros objetos de grande valor histórico e cultural.

Perfil – Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu, no dia 13 de dezembro de 1912 e morreu em Recife, no dia 2 de agosto de 1989. Sem dúvida, foi um dos artistas mais completos da música popular brasileira. Ele cantava sempre acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo. Luiz também foi o responsável por popularizar o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções “Baião” (1946), “Asa Branca” (1947), “Seridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Jiló” (1949) e “Baião de Dois” (1950).

TJPB/Gecom

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