14 de novembro de 2012 - 04:28

Protestos contra crise continuam na Europa; mais de cem foram presos

Mais de cem pessoas foram presas e dezenas ficaram feridas durante protestos de trabalhadores em países do sul da Europa nesta quarta-feira. O ato, convocado em todo o continente, tem maior intensidade em Espanha, Portugal, Itália e Grécia, países mais afetados pela crise.

Mais de 25 milhões de pessoas estão desempregadas nos países da União Europeia. A taxa de pessoas sem trabalho é de 10,6% em toda a zona do euro, com 23,3% dos jovens desempregados.

Na Espanha, 82 pessoas foram presas e outras 34 ficaram feridas em Madri. Dentre eles, 18 membros da polícia atingidos por pedras e pedaços de madeira jogados pelos manifestantes. A polícia reprimiu os atos com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e jatos de água.

O país tem a segunda greve geral desde Mariano Rajoy assumiu o país, em dezembro de 2011. No país, o desemprego superou a marca de 25%.

Apesar dos protestos, a diretora-geral de Política Interior da Espanha, Cristina Díaz, disse que os serviços mínimos são cumpridos e que não há grandes alterações na vida do país.

No entanto, as estações de trem estão fechadas e foram cancelados 131 voos nas primeiras horas do dia no aeroporto de Barajas, em Madri.

ITÁLIA

Outros 11 estudantes foram presos em atos na Itália, sendo o maior número deles em Turim. Na cidade, um policial ficou ferido quando um manifestante jogou uma pedra no local. Outros cinco manifestantes se feriram em Milão

O CGIL, maior sindicato do país, pediu que os serviços fossem interrompidos durante várias horas nesta quarta-feira. O Ministério do Transporte italiano disse que trens e balsas devem parar de funcionar durante quatro horas.

Além de Turim e Milão, marchas de estudantes e professores também estão marcadas para o dia em Roma e Veneza.

PORTUGAL

Portugal passa pela terceira greve geral em um ano. Em Lisboa, o transporte público foi reduzido drasticamente, mas sem maiores congestionamentos na cidade, assim como no Porto.

Além de metrô, ônibus e barcos, cerca de 52% dos voos da companhia aérea TAP foram cancelados. Na noite de terça-feira, fábricas e hospitais já haviam deixado de funcionar em sua totalidade e a coleta de lixo também foi prejudicada

O governo português não divulgou números da greve, mas indicou que não pretende voltar atrás em suas políticas econômicas.

Na Grécia, onde uma grande greve de dois dias ocorreu há uma semana, as maiores centrais sindicais convocaram uma parada de três horas nos serviços.

Na Bélgica, algumas ferrovias não estão funcionando devido a manifestos dos trabalhadores do setor de transportes.

 

 

Folha de S. Paulo

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