24 de agosto de 2012 - 11:08

Justiça eleitoral entra em greve e pode comprometer eleições

 

(Assembleia Geral decide por iniciar greve a partir de segunda-feira / Foto: Sindjuf-PB)

Os servidores da Justiça Eleitoral realizaram Assembleia Geral  nesta quinta-feira (23) e decidiram, por maioria, que a greve da categoria começa na segunda-feira (27).

A proposta do Governo de 15,8% de reajuste foi rejeitada pelos servidores, pois, segundo a categoria, não repõe as perdas inflacionárias dos últimos seis anos que a categoria se encontra sem reposição salarial .

Na próxima sexta-feira (31), às 16h, os servidores realizam nova Assembleia Geral na sede do TRE-PB para avaliar o andamento das negociações.
Repúdio

O presidente da CTB-PB em exercício, Geraldo Lima, presente à Assembleia Geral, repudiou a presença da Polícia Militar durante todos os dias de paralisação que a Justiça Eleitoral realizou este ano. Ele também afirmou que uma das bandeiras que a CTB está levantando é pela federalização dos juízes eleitorais, preservando a independência entre os poderes.

 

Avaliando a proposta

O coordenador-geral do Sindjuf-PB, Marcos Lopes, comentou que as greves anteriores tiveram repercussão mas não conseguiram avançar nas negociações como esse movimento atual. “Essa proposta é o primeiro passo da negociação, mas é insuficiente, porque não recompõe as perdas do período anterior”, enfatizou.

Severino Nery, coordenador de formação sindical do Sindjuf-PB, alertou que é preciso avaliar se essa proposta irá anular ou não o Plano de Cargos e Salários que tramita no Congresso Nacional desde 2009. “É preciso avaliar isso com muita frieza”, alertou.

 

Participação efetiva

Os servidores presentes à Assembleia apelaram para que haja participação efetiva de todos na greve e da importância de haver a adesão dos servidores do TRT e das Varas do Trabalho.

Paulo Lacerda falou a respeito do número de greves no país, que ajuda a reforçar o movimento do Judiciário Federal, a exemplo do Itamaraty, PRF, PF, MPU e professores. Para ele, é um absurdo que no serviço público seja necessário fazer greve para provocar negociação, diferentemente do que acontece na iniciativa privada, onde após esgotadas as negociações é que se inicia a greve. “Mas infelizmente o Governo força esse tipo de postura, uma vez que não negocia”, afirmou.

 

 

Sindjuf-PB

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