22 de agosto de 2012 - 10:56

Premiê da Grécia pedirá mais tempo a Eurogrupo para ajuste financeiro

O premiê da Grécia, Antonis Samaras, pedirá mais tempo ao grupo de ministros das Finanças da zona do euro para implementar as medidas de ajuste financeiro pedidas pelos credores internacionais para conceder o resgate de € 130 bilhões, aprovado em fevereiro.

Em entrevista ao jornal alemão “Bild”, o chefe de governo diz que o pedido será feito nesta quarta, quando o presidente do chamado Eurogrupo, Jean-Claude Juncker visitará Atenas. “A única coisa que queremos é um pouco de tempo para respirar, para recolocar a economia nos trilhos e aumentar a renda do Estado”.

“Que fique claro: não estamos querendo mais dinheiro, nos concentramos em nossos compromissos e em cumprimr nossos objetivos, mas é preciso retomar o crescimento porque isto permite reduzir os déficits”, disse Samaras.

Após recordar os esforços realizados pela Grécia e a difícil situação que deve enfrentar, o chefe de governo grego afirmou que “está fazendo tudo para manter o país flutuando enquanto implementamos as reformas”. “Se deixarmos a Grécia cair agora aumentará a incerteza para os outros países e sua vulnerabilidade”.

Samaras considera que a saída da Grécia da zona do euro seria “uma catástrofe” e “significaria ao menos mais cinco anos de recessão e desemprego acima de 40%”.

Segundo o primeiro-ministro, seria “um pesadelo para a Grécia: um desastre econômico, distúrbios sociais e uma crise inédita para a democracia”.

“O nível de vida grego caiu 35% nos últimos três anos. Uma volta ao dracma significaria uma queda maior, de pelo menos 70%. Que sociedade, que democracia consegue sobreviver a isto?

CORTES

A Grécia, que entrou em seu quinto ano de recessão, deve cortar € 11,5 bilhões de euros com redução do orçamento e reformas estruturais. O acordo é parte das exigências do Banco Central Europeu (BCE) e do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a concessão do resgate financeiro, feita em fevereiro.

Antonis Samaras quer obter um adiamento de dois anos, até 2016, para reequilibar as contas públicas, mas a Alemanha rejeita qualquer renegociação do plano de socorro. A proposta inicial é que as medidas fossem implantadas até o fim de 2014.

Os cortes ajudarão Atenas a diminuir a dívida pública, que está na casa dos 180% do PIB neste ano, para 120% em 2020.

O pedido feito a Juncker deve ser repetido em duas visitas a chefes de governo no próximo fim de semana. Na sexta (24), Samaras se encontra com a chanceler Angela Merkel, e se reúne no sábado (25) com o presidente francês, François Hollande, em Paris.

 

 

Folha de S. Paulo

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