22 de agosto de 2012 - 10:34

Seca reflete aumento da inadimplência no comércio de Itaporanga

 

(Comércio de Itaporanga / Foto: Junior Viriato)

A seca, que dizimou lavouras e impôs caos no campo, começa a refletir negativamente também na cidade. Apesar da cidade de Itaporanga não depender basicamente da agricultura, os ganhos reduzidos de produtores rurais refletem as dificuldades que os mesmos estão tendo para pagarem suas contas. Em Itaporanga a inadimplência subiu muito nos últimos meses e as vendas no comércio caíram bastante, afetando os empresários locais, que já cogitam algumas demissões.

De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Itaporanga, através de seu presidente Junior Biu, os meses que tem aumento nos índices de inadimplência são os meses que antecipam o período das chuvas na região, principalmente os meses de janeiro a junho. Segundo ele, pelo menos até o mês de dezembro a situação deva se manter, por que a partir daí os bancos passam a liberar algum dinheiro para os produtores rurais, como o garantia safra, parte do décimo terceiro e empréstimos para as vendas do natal, refletindo ganhos extras para os produtores, já que esse ano a agricultura não gerou muita renda para esses trabalhadores.

(Produtor rural Manoel Marques / Foto: Junior Viriato)

O produtor rural Manoel Marques, de 51 anos, informou que tem uma dívida de R$ 20.000,00 com o Banco do Nordeste, ocasionada pelas perdas da lavoura em função da seca. Em sua propriedade, de 30 hectares, dedicada à produção de milho, feijão e leite, a seca não permitiu a produção de sementes e insumos que representariam ganhos de R$ 8.000,00, que deveriam ter sido utilizados para pagar a dívida com o banco em 25 de abril desse ano. Além disso, até o final do mês, ele terá que desembolsar R$ 2.000,00 referente ao custeio pecuário.  “A minha expectativa era fazer o pagamento com o que ganhasse com a venda do milho e com o leite, mas não deu nada e a produção de leite teve uma queda de 60% com a diminuição da pastagem. Estou preocupado.”, desabafa o agricultor.

Conforme a comerciante Claudinete dos Santos, de 31anos, que possui uma loja de confecções no centro da cidade de Itaporanga, a expectativa é que até o final do ano a situação com clientes inadimplentes seja regularizada em pelo menos 60% dos atrasados, que poderão contribuir para a manutenção dos pagamentos com seus fornecedores em dias. Além disso, a empresária afirma que essa regularização é importante para que a loja possa continuar com seu capital de giro e que não passe a realizar demissões, já que cerca de oito funcionários dependem da oferta de emprego oferecida pelo seu estabelecimento comercial.

(Foto: Junior Viriato)

 

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