17 de agosto de 2012 - 09:53

Morte de 34 mineiros na África do Sul foi em legítima defesa, diz polícia

A Polícia da África do Sul informou nesta sexta-feira que agiu em legítima defesa nos confrontos que mataram 34 mineiros na mina de platina de Marikana, no nordeste do país, na quinta (16). Os agentes afirmam que os operários, que faziam uma greve, estavam armados.

Em entrevista coletiva, a comissária Riah Phiyega disse que outras 78 pessoas ficaram feridas, além de 259 detidos. “Os membros da polícia tiveram que empregar a força para proteger a si próprios do grupo de manifestantes”.

Associated Press
Policiais verificam corpos de operários após enfrentamentos em mina de platina na África do Sul; mortos chegam a 34
Policiais veem corpos de operários após enfrentamentos em mina de platina na África do Sul; mortos chegam a 34

O porta-voz do Ministério da Polícia, Zweli Mnisi, justificou a ação. “Nós temos uma situação em que as pessoas estão armadas até os dentes, atacando e matando outras. Não havia necessidade alguma de que essas pessoas fossem mortas desse jeito”.

A repressão policial aconteceu no quinto dia de greve na mina, que provocaram a morte de dez pessoas, incluindo dois agentes, durante a contensão de confrontos entre dois sindicatos rivais. O incidente foi uma das operações de forças de segurança mais violentas desde o fim do Apartheid, em 1994.

De acordo com os manifestantes, o número de mortos nos confrontos chega a 36, dois a mais que a estimativa oficial.

As circunstâncias em que ocorreram os tiros ainda não foram esclarecidas, mas testemunhas ouvidas pelas agências de notícias informam que os policiais dispararam após os manifestantes entrarem em choque com uma linha de agentes.

Outras testemunhas dizem que a polícia tentou conter o ato com balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água, sem sucesso.

 

 

Folha de S. Paulo

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