29 de julho de 2012 - 09:35

Ataques recomeçam em Aleppo; rebeldes estão entrincheirados

Os combates foram retomados neste domingo em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, onde os rebeldes que lutam contra o regime de Bashar Assad permanecem entrincheirados em alguns bairros, em uma tentativa de resistir à ofensiva do Exército.

Pelo menos quatro pessoas morreram na Síria neste domingo, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). No sábado, 168 pessoas faleceram: 94 civis, 33 rebeldes e 41 soldados.

“Os confrontos prosseguem neste domingo, sobretudo nos bairros de Bab al-Khadid, Zahraa e Arkuba”, afirma um comunicado do OSDH, que também relata explosões e a presença de aviões das Forças Armadas na cidade, que fica 355 km ao norte de Damasco.

Alberto Prieto – 28.jul.12/Associated Press
Rebeldes na capota de um caminhão em Aleppo, na Síria, que vive grande batalha entre rebeldes e Exército
Rebeldes na capota de um caminhão em Aleppo, na Síria, que vive grande batalha entre rebeldes e Exército

Os insurgentes conseguiram deter no sábado os primeiros ataques do Exército no bairro de Salahedin, um reduto rebelde.

Os opositores tentaram tomar o controle de uma delegacia no bairro de Salhin, localizada em um cruzamento estratégico, que teria permitido unir Salahedin ao bairro de Sahur, também sob controle insurgente, para unir suas forças.

Os combates pararam por alguns momentos na tarde de sábado após o ataque das tropas sírias contra os bairros rebeldes desta cidade de 2,5 milhões de habitantes e considerada vital para as duas partes no conflito. As tropas oficiais bombardearam e metralharam, com o uso de helicópteros, as áreas insurgentes.

Os confrontos prosseguem em outros pontos do país. Na cidade de Homs, perto do quartel-general da polícia, um rebelde morreu, segundo o OSDH.

Na localidade de Irbin, na região de Damasco, um civil foi morto a tiros. Dois civis faleceram em confrontos em Idleb (noroeste).

Segundo o OSDH, pelo menos 20 mil pessoas, incluindo 14 mil civis, morreram na Síria desde o início dos protestos contra o regime de Assad, em março de 2011.

No sábado, Abdel Baset Sayda, presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição, pediu aos países “irmãos” e “amigos” que forneçam armas aos membros do Exército Sírio Livre (ESL), formado por desertores e civis.

 

 

Folha de S. Paulo

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