19 de julho de 2012 - 08:54

Bombardeio do regime sírio durante funeral deixa ao menos 45 mortos

Ao menos 45 pessoas morreram nesta quarta-feira após um bombardeio do regime sírio durante um funeral no subúrbio de Sayida Zeinab, no sul de Damasco, denunciaram hoje os grupos da oposição.

Os números de vítimas variam segundo a organização: indo de 45, pelas contas da rede Sham, a mais de 100, de acordo com a Comissão Geral da Revolução Síria.

A Comissão apontou que vários helicópteros do regime atacaram as pessoas presentes no funeral, embora o Observatório tenha indicado que o local fora atingido por um projétil.

As forças governamentais intensificaram suas operações após o atentado que matou em Damasco nesta quarta-feira (18) o ministro da Defesa, o general Dawoud Rajiha, o vice-ministro deste departamento, o general Assef Shawkat, cunhado do ditador Bashar Assad, e o assistente presidencial Hassan Turkmani.

Os grupos opositores revelaram nesta quinta-feira que mais de 100 pessoas morreram devido à repressão governamental durante o dia de ontem.

Segundo o Observatório, houve 160 civis mortos, enquanto os Comitês assinalaram que foram 188 e a Comissão afirmou que o número alcançou 251.

Enquanto isso, continuam os combates entre os rebeldes e o Exército dentro da capital e em sua periferia, assegura a oposição, o que não é reconhecido pelo regime, que diz perseguir supostos grupos terroristas armados.

No atentado de ontem, pela primeira vez desde o início das revoltas populares há mais de 12 meses autoridades do primeiro escalão foram atingidas pelos insurgentes, num conflito em que mais de 15 mil pessoas (segundo estimativas da oposição ao regime) já morreram, entre civis e militares.

RESOLUÇÃO

Mais cedo, a votação do Conselho de Segurança da ONU da resolução sobre a Síria foi adiada para quinta (19), a pedido de Annan. Na terça, o mediador e o secretário-geral Ban Ki-moon conversaram com autoridades russas e chinesas para pedir consenso entre os países com poder de veto sobre a resolução.

Proposta por Reino Unido, EUA, França e Alemanha, a resolução estenderia a atual missão de observadores não armados da ONU por 45 dias (ela expira no próximo dia 20).

Coloca ainda o atual plano de paz de Annan, enviado especial da ONU para a Síria, sob o capítulo 2 da Carta da ONU, que permite ao Conselho de Segurança autorizar ações que vão de sanções econômicas e diplomáticas à intervenção militar no país.

A resolução também estabelece que a Síria vai ser submetida a sanções se não retirar suas tropas e armas pesadas das principais cidades em até dez dias a partir da adoção do texto.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse na segunda-feira que a Rússia vai bloquear a resolução, justamente pela ameaça de sanções. O país quer que a missão de observadores da ONU seja estendida e tenha suas competências ampliadas, mas se opõe a qualquer sanção ao regime, assim como a China.

 

 

Folha de S. Paulo

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