8 de julho de 2012 - 10:11

Boca de urna dá vantagem para coalizão dos liberais na Líbia

A coalizão dos liberais tem vantagem na maioria dos distritos eleitorais na Líbia, segundo dados preliminares divulgados neste domingo, após as primeiras eleições realizadas no país na era pós-Muammar Gaddafi.

As informações foram divulgadas por Faisal al Krekshi, secretário-geral da Aliança das Forças Nacionais, que reúne mais de 40 pequenos partidos que lideraram a revolta popular de 2011.

Pouco antes, os islamitas haviam anunciado que a Aliança de Liberais havia conseguido bons resultados em algumas grandes cidades.

“Eles têm um forte avanço em Trípoli e Benghazi”, afirmou o chefe do PJC (Partido da Justiça e da Construção), procedente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Sawan, poucas horas antes do início da apuração.

Os líbios votaram neste sábado nas primeiras eleições nacionais depois de várias décadas de ditadura de Gaddafi, morto em 2011, em um dia histórico e marcado por operações de sabotagem de militantes autonomistas do leste do país.

O pleito contou com 60% de participação e foi marcado também pela morte de uma pessoa –e outra ficou ferida–, quando um homem que ainda não foi identificado abriu fogo nas proximidades de um colégio eleitoral no leste do país, conforme informou um policial à France Presse.

O ataque aconteceu na cidade de Ajdabiya, palco de numerosos incidentes durante os comícios.

Ao final da tarde, 98% dos colégios eleitorais ainda funcionavam normalmente. Pouco antes, foi anunciado que uma centena deles, sobre um total de 1.554, não puderam abrir devido a atos de sabotagem, principalmente no leste do país.

Os resultados preliminares devem ser anunciados “a partir de segunda ou terça-feira”, disse a comissão eleitoral.

EUA

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, elogiou neste domingo em Tóquio as “históricas” eleições na Líbia “após quatro décadas de autoritarismo”, ressaltando que os Estados Unidos estão preparados para assistir o país na transição.

Em entrevista coletiva à margem da Conferência sobre o Afeganistão realizado na capital japonesa, Hillary ressaltou que após as eleições para o Conselho Nacional Geral (legislativo) o país se encaminha para um futuro que será “a vontade do povo, e não do ditador”.

No entanto, a secretária de Estado americana insistiu em que agora “começa um trabalho duro” para criar um governo “transparente” e “efetivo” no país.

“Os Estados Unidos estão preparados para ajudar a Líbia na transição para criar uma Líbia livre, democrática e em paz com seus vizinhos”, acrescentou em um pronunciamento junto com o titular de Exteriores japonês, Koichiro Gemba.

 

 

Folha S. Paulo

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