10 de junho de 2012 - 07:46

Mais de 14 mil morreram desde o começo da revolta na Síria, diz ONG

Desde o começo da revolta contra o regime de Bashar al Asad, em meados de março de 2011, 14.115 pessoas morreram na Síria, informa neste domingo, 10, o Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH). Entre elas estão pelo menos 9.862 civis, 3.470 soldados e 783 desertores. A entidade, que tem base na Inglaterra, considera civis os homens armados que se opõem ao regime.

A violência na Síria se intensificou mesmo com a presença de 300 observadores da Organização das Nações Unidas (ONU), que são encarregados de supervisionar a trégua vigente desde 12 de abril. No sábado, ao menos 111 pessoas, entre elas 83 civis e 28 soldados, morreram, segundo o OSDH.

Citando opositores das forças do governo, a Associated Press informa que um bombardeio nas áreas dominadas pelos rebeldes na província de Homs deixou 38 mortos neste fim de semana – nove neste domingo. Seis pessoas morreram em explosões na cidade de Qusair, perto da fronteira com o Líbano, três foram mortas em Talbiseh, ao norte da cidade de Homs e, no sábado, 29 pessoas morreram em Homs. As tropas sírias estão bombardeando áreas de concentração de forças de oposição em uma tentativa de reconquistar o controle dessas regiões.

O novo chefe da oposição síria, o curdo Abdel Baset Sayda, assegurou que o regime de Bashar Al Asad está “nas últimas” e pediu desobediência civil. Exilado há anos na Suécia e com reputação de moderado, Sayda foi escolhido pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão de oposição ao regime de Asad, apesar de sua falta de experiência e de não ser conhecido.

 

 

Estadão / AFP / Associated Press / Agência Estado

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