24 de maio de 2012 - 07:41

Termina a votação para presidente no Egito; resultados saem dia 29

Terminou às 21h (16h de Brasília) a votação para as eleições presidenciais no Egito, encerrando o primeiro turno em todo o país, após dois dias de colégios eleitorais abertos para o primeiro pleito democrático.

O presidente da Comissão Suprema Eleitoral Presidencial, Faruq Sultan, afirmou que a votação continuará até que o último eleitor dentro dos colégios consiga sufragar. Ele confirmou que os resultados serão divulgados após a recontagem dos votos do chamado Comitê Eleitoral Paralelo, integrado por juízes, e criticou a entidade.

“Esse comitê não possui nenhuma relação com a Comissão Eleitoral e sua atuação infringe a lei e causa confusão na opinião pública”, afirmou Sultan.

Após o fim da votação, as campanhas dos principais candidatos presidenciais publicaram pesquisas de boca de urna. Nos estudos, lidera Mohammed Mursi, o presidente do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana.

O Conselho Eleitoral anunciou que cada colégio eleitoral vai anunciar o resultado e o número de votos que conseguiu cada candidato na presença de representantes dos aspirantes à presidência e membros de organizações civis.

Sobre as irregularidades, a organização informou que alguns militantes foram presos por propaganda eleitoral fora do prazo e disse que há apenas “rumores” de fraude. “Ninguém apresentou provas suficientes para que seja denunciado à Promotoria”, disse o representante da entidade.

A autoridade responsável pelas eleições ainda não divulgou o percentual de participantes, mas a televisão egípcia estima que a parcela de votantes deve se aproximar dos 50%. Mais de 50 milhões de egípcios podiam votar no primeiro turno das eleições.

O resultado do pleito deverá sair na próxima terça (29). Caso nenhum candidato vença por mais de 50% dos votos válidos, será disputado um segundo turno, em 16 e 17 de junho.

SOL FORTE E GRANDES FILAS

Sob sol forte, grandes filas se formaram em frente às seções eleitorais, já que muitos eleitores estão dispostos a não perderem a chance de participar do primeiro turno.

O governo decretou feriado na quinta-feira para permitir que funcionários públicos compareçam às urnas.

“Vim ontem, achei muito lotado, então vim hoje”, disse o engenheiro Khaled Abdou, de 25 anos, que votava no Cairo. “Preciso participar na escolha do presidente, e espero que isso leve a uma estabilidade e à mudança necessária.”

A votação foi tranquila na quarta-feira, exceto por um incidente em que Shafiq, ex-comandante da Força Aérea e último premiê do regime Mubarak, foi alvo de pedradas e sapatadas, sem se ferir.

Outros candidatos importantes incluem Mohamed Mursi, 60 anos, da Irmandade Muçulmana; Abdel Moneim Abol Fotouh, 60 anos, político islâmico independente; Moussa, 75, que foi chanceler do governo Mubarak nos anos 1990, e depois dirigiu a Liga Árabe; e o esquerdista Hamdeen Sabahy, 57.

SEM PESQUISAS CONFIÁVEIS

Não há pesquisas confiáveis para indicar o ganhador, mas essa incerteza, ao invés de afligir os egípcios, marca o fim de uma época em que os resultados eleitorais eram conhecidos de antemão.

“Esta é a primeira vez que voto na minha vida toda. Não participei das eleições anteriores porque sabíamos quem seria o presidente. Esta é a primeira vez que não sabemos”, disse o engenheiro Mohamed Mustafa, 52 anos, no bairro de Zamalek, no Cairo.

Dificilmente algum dos 12 candidatos obterá maioria absoluta, o que levará à realização de um segundo turno nos dias 16 e 17 de junho. O resultado deve ser conhecido até sábado, embora a apuração oficial só deva terminar na terça-feira.

A Irmandade Muçulmana disse que Mursi liderou no primeiro dia da votação.

A campanha de Moussa também pôs Mursi na liderança, com seu candidato em segundo lugar. Essas estimativas não puderam ser confirmadas.

 

 

Folha.com

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