1 de maio de 2012 - 04:14

Na Colômbia, Farc admitem manter jornalista francês como refém

A guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmaram nesta terça-feira que mantêm como “prisioneiro de guerra” o jornalista francês Roméo Langlois –desaparecido há três dias em meio a combates das forças de segurança e militantes no sul da Colombia.

De acordo com a rádio Caracol, uma suposta integrante do grupo transmitiu o comunicado por meio de um telefonema a jornalistas colombianos.

Segundo o jornal colombiano “El Tiempo”, a mulher– que disse pertencer à frente 15 das Farc– afirmou ainda que o jornalista está com um ferimento de bala no braço, recebeu atendimento médico e passa bem.

Ainda segundo a suposta guerrilheira, o grupo considera o francês um “prisioneiro de guerra”.

France Presse
Roméo Langlois, correspondente do canal France 24 e do jornal "Le Figaro", foi sequestrado pelas Farc
Roméo Langlois, correspondente do canal France 24 e do jornal “Le Figaro”, foi sequestrado pelas Farc

O governo colombiano afirmou ontem que não está realizando operações de resgate do jornalista, que ao desaparecer fazia uma reportagem sobre uma operação do Exército colombiano contra as Farc.

OPERAÇÃO

O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, relatou que unidades da Brigada contra o Narcotráfico, acompanhadas da polícia e do jornalista ingressaram no sábado (28) em uma região rural em Caquetá.

Após destruir um laboratório, do qual retiraram 400 quilogramas de pasta base de coca, as unidades tentaram ingressar em outra área na qual se preparavam para repetir a operação, mas ali encontraram guerrilheiros que atacaram o batalhão.

Pinzón disse ainda que, segundo os militares, os combates foram muito intensos e duraram várias horas, nas quais houve momentos de enfrentamento a curta distância.

Quatro militares morreram e oito foram feridos no confronto, segundo as autoridades colombianas. Cinco soldados que estavam desaparecidos foram encontrados pela tropa horas depois.

SEQUESTROS

No começo de abril, as Farc libertaram dez policiais e militares que mantinham sequestrados há mais de 12 anos, e que eram seus últimos reféns militares.

A guerrilha tinha emitido um comunicado em março anunciando a renúncia ao sequestro de civis com fins extorsivos.

O ataque mais violento das Farc neste ano aconteceu em março, quando 11 militares morreram em Arauquita, próximo à fronteira com a Venezuela.

As Farc, principal guerrilha esquerdista da Colômbia com mais de 45 anos de existência, conta com cerca de 9.200 combatentes, segundo o Ministério da Defesa.

 

 

Folha.com

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