20 de agosto de 2017 - 02:26

Iphan lança emblema para o Patrimônio Cultural Brasileiro

patrimonio cultural

Os bens reconhecidos como Patrimônio Cultural Brasileiro passam a ter, a partir de agora, uma identidade visual única e comum. Abstração, cores e simbolismos caracterizam o emblema lançado nesta quarta-feira (16), véspera do Dia do Patrimônio Cultural no Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

Esse é um novo marco para a promoção, difusão, sinalização e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, que deve ser utilizado não só pelo Iphan, mas por todos os parceiros na preservação, gestão e valorização do Patrimônio Cultural, em especial as comunidades detentoras desses bens.

O emblema foi desenvolvido pelo designer Fabio Pinto Lopes de Lima (que assina Fabio Lopez), vencedor do concurso promovido pelo Iphan, que contou com mais de 280 propostas inscritas. Os trabalhos foram avaliados por uma comissão julgadora constituída por representantes de instituições parceiras do Iphan: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos (Seppir), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) e Associação dos Designers Gráficos do Brasil.
A ideia do emblema do Patrimônio Cultural
Segundo Fabio Lopez, beleza, proteção e reprodução são ideias que estiveram presente na origem do sinal proposto. Para ele, são conceitos associados à tarefa de preservar e valorizar o Patrimônio Cultural Brasileiro. “A opção por um caminho mais abstrato me pareceu muito natural, porque o Patrimônio Cultural é um conjunto muito complexo de manifestações. Assim, o recurso da figuração seria inviável, pois eu teria que escolher de forma muito exclusiva algum elemento do patrimônio”. A forma circular do emblema expressa a perspectiva de movimento, ressignificação, a natureza complexa do Patrimônio Cultural Brasileiro que se encontra em permanente construção.
Designer e mestre pela ESDI-UERJ, Fábio Lopez é também professor do departamento de Artes e Design da PUC-Rio. Atualmente, integra o conselho curador da Bienal Tipos Latinos, após ter sido coordenador técnico e jurado da mostra. Desde 2000, atua como designer independente em projetos de identidade visual, tipografia, moda e ilustração. É autor do projeto mini Rio’, homenagem e extenso exercício de representação visual que resultou na criação de mais de 200 pictogramas e padronagens sobre o Rio de Janeiro.
Em 2010, o designer trabalhou na criação da marca dos Jogos Olímpicos do Rio, tendo sido o responsável pela criação do logotipo Rio 2016. Em 2011, venceu o concurso de criação da marca do Centro Carioca de Design, órgão de fomento ligado à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Já criou selos postais para os Correios, tendo publicado, em 2013, uma série sobre Cemitérios Tombados pelo Patrimônio. É palestrante, consultor e articulista.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) / Ministério da Cultura

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