21 de setembro de 2016 - 08:47

Governo prepara reforma do ensino médio

O governo deve anunciar, na quinta-feira (22), uma Medida Provisória com várias mudanças no ensino médio.

A ideia é que o aluno faça as disciplinas básicas e, para completar o currículo, possa escolher aquelas que tenham mais a ver com os interesses dele. Dessa forma, a grade deixaria de ser fechada e, já no ensino médio, o estudante focaria naquelas matérias relacionadas ao futuro curso superior ou técnico.

O governo disse que está comprovado: o ensino médio não é atrativo. Três anos, 13 matérias obrigatórias, 5 horas diárias. A reforma é justamente para desengessar essa grade e diminuir as disciplinas, que passariam a ser dividas em linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Pela proposta defendida pelo Ministério da Educação, o currículo do ensino médio seria exatamente o mesmo no primeiro ano e na primeira metade do segundo ano. A partir daí, o aluno já passaria a direcionar para prioridade dele, com foco ou no ensino superior ou no ensino técnico.

Na prática seria, além das básicas, poder escolher as matérias levando em conta o conhecimento que o aluno quer aprofundar ou ainda optar por uma formação profissional.

Uma Medida Provisória está sendo preparada pelo governo para formalizar as mudanças. Esse é o caminho visto como mais viável, já que esperar o Congresso aprovar uma lei poderia demorar e o governo diz que tem pressa, porque quer que as escolas pelo menos comecem a reforma no ano que vem. As redes locais de educação, que de fato, vão pôr tudo em prática, precisam se preparar. Está previsto um prazo de transição, que está sendo fechado.

Para o movimento ‘Todos Pela Educação’, do jeito que está, o ensino médio está muito distante do projeto de vida do aluno e da realidade mundial. “Esse ensino médio que todo mundo tem o mesmo currículo, todo mundo faz as mesmas disciplinas é algo muito raro. O Brasil faz parte de um grupo muito seleto de países que optou por um modelo unificado. Quando a gente olha os países da Europa, Estados Unidos, mesmo aqui na América Latina, a gente tem uma oferta de ensino médio muito mais diversificada, respeitando os diferentes talentos, vocações, vontades, projetos de vida desse aluno”, afirmou a presidente executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.

Mas a especialista tem uma preocupação. “Claro que uma política nova de educação, um desenho novo para o ensino médio vai ajudar a melhorar os resultados, mas o principal fator para a gente realmente dar aquele arranque, mudar de patamar os resultados, é o professor”, completou.

A taxa de abandono no ensino médio é a maior de todas as fases, chega a quase 7%. Só detalhando um pouco mais: pela proposta, se o aluno, lá na frente, decidir que quer cursar outra área, pode de novo voltar à escola e fazer a formação que faltou.

 

G1

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