23 de fevereiro de 2015 - 02:41

PT quer ampliar investigação da CPI da Petrobras para o governo FHC

A bancada do PT na Câmara dos Deputados tentará ampliar o leque de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que será instalada nesta quinta-feira (26). Conforme lembrou o líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), o pedido de aditamento para que as investigações remontem aos anos 1990, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, será apresentado pelo líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), ao plenário da comissão. A decisão de ampliar ou não será tomada pelo voto dos integrantes do colegiado.

“O líder Sibá já comunicou que há necessidade de um aditamento para que a apuração seja ampla, geral e irrestrita. Não só a partir de 2005, mas a partir de quando os chamados delatores anunciaram que faziam os malfeitos na Petrobras. Portanto, é apurar tudo desde 1997, conforme está nos autos do processo”, explicou Guimarães. “Não é razoável para quem quer apurar ser contra isso. Acho que vai ser aprovado por unanimidade.”

O requerimento de criação da CPI protocolado pela oposição determina que a comissão investigue a prática de atos ilícitos e irregularidades na Petrobras entre 2005 e 2015. Na semana passada, no entanto, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, se o esquema de corrupção houvesse sido investigado nos anos 1990, ele não teria se propagado.

O ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco – um dos delatores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga o caso – denunciou que as irregularidades existem desde a década de 1990, quando o presidente da República era Fernando Henrique Cardoso.

No último dia 12, Sibá entregou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério da Justiça na qual pede que procuradores e policiais federais envolvidos na Lava Jato ampliem as investigações para esse período.

Reorganização da base José Guimarães se reuniu na manhã desta segunda-feira (23) com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O teor da conversa, segundo o líder do governo, foi a reorganização da base aliada do governo no Congresso. “Qual é a palavra de ordem? Recompor a base, restabelecer a governabilidade congressual, no Senado e especialmente na Câmara, que é a minha responsabilidade”, afirmou o líder.

Nesta terça-feira (24), o governo receberá os líderes da base em almoço.

Medidas provisórias José Guimarães voltou a dizer que o governo não vai retirar de pauta as medidas provisórias que tratam de assuntos trabalhistas (MPs 664/14 e 665/14). “Os direitos são mantidos, o que altera é a forma de concessão dos benefícios [como o seguro-desemprego]”, disse.

Segundo o líder, o presidente Eduardo Cunha deve receber novamente representantes das centrais na quarta-feira, inclusive a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que inicialmente não compareceria à reunião.

 

 

Agência Câmara Notícias

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