19 de dezembro de 2014 - 08:18

Emprego formal dá sinais de melhora com 8,3 mil novas vagas em novembro, revela Caged

A geração de empregos com carteira assinada na economia brasileira mostrou sinais de recuperação em novembro, com um saldo de 8.381 vagas formais, saldo entre um total de admissões de 1.613.006 menos 1.604.625 desligamentos no período, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (18), pelo ministro do Trabalho e Emprego (MT.E), Manoel Dias, em Florianópolis (SC).

A variação foi de 0,02% em relação ao estoque do mês anterior. O resultado é melhor que o do mês anterior, quando foi registrada uma retração de 30.283 postos de trabalho em relação a setembro. Essa queda, de acordo com o ministério, havia sido causada principalmente pela perda de postos na Construção Civil (-33.556), e na agricultura (-19.624).

Para o ministério, a recuperação de novembro, embora leve, indica que o Brasil continuou gerando empregos com carteira assinada em 2014, ano considerado pelos economistas como o pior para o País desde o início da crise financeira mundial, em 2008. Além disso, em geral, segundo Manoel Dias, o mês de novembro apresenta um saldo menor que o verificado em outubro.

O anúncio do Caged de novembro foi feito em Florianópolis porque esta é a capital do terceiro estado com o melhor desempenho de geração de novas vagas no País. Em Novembro, o Rio de Janeiro teve a melhor geração de vagas por estados, com 14 mil novos postos, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ano

No ano, até novembro, o saldo de empregos formais gerados no País é de 938.043, segundo o Caged. O total de empregos com carteira assinada criados no período de janeiro de 2011 a novembro de 2014 é de 5.818.121,correspondendo a uma alta de 13,20%.

Em termos percentuais, no acumulado do ano o emprego cresceu 2,31%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 1,05%.

Setores

Do total dos oito setores pesquisados, três expandiram o nível de emprego, com destaque para o Comércio (+105.043 empregos, saldo superior ao ocorrido em novembro de 2013 e a média de 2003 a 2013 (+103.258 e +95.739 postos respectivamente) e, em menor medida, para os Serviços (+29.526 postos, após ter apresentado desempenho positivo tênue em outubro último: 2.433 postos de trabalho).

Por outro lado, a Construção Civil (-48.894 postos) foi o que registrou a maior queda do emprego, seguida da Indústria de Transformação (-43.700 postos) e da Agricultura (-32.127 postos, ante -33.183 postos em novembro de 2013).

Setor de serviços

O bom desempenho do setor Serviços, segundo o Caged, originou-se da expansão em três dos seis ramos que o integram. Neste segmento, os ramos que apresentaram desempenho positivo foram: Serviços de Alojamento e Alimentação (+17.933 postos ou +0,31%), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.125 postos ou +0,16%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+6.730 postos ou +0,36%), terceiro melhor resultado para o mês.

Os ramos que registraram quedas foram: Ensino (-2.570) postos ou -0,16%, Serviços de Transportes e Comunicações (-499 postos ou -0,02%) e Instituições Financeiras (-193 postos ou -0,03%).

Regiões

As regiões que registraram maior crescimento de postos de trabalho com carteira assinada foram: Sul (+24.232 postos ou +0,32 %), devido ao Comércio (+20.258 postos) e Nordeste (+11.231 postos ou + 0,17%), também devido ao Comércio (+21.024 postos).

Já os recuos foram observados no Centro-Oeste (-14.506 postos ou – 0,45%), devido à Construção Civil (-10.437 postos); Sudeste (-8.558 postos ou -0,04%), devido à Indústria de Transformação (-33.284 postos) e Construção Civil (-20.172 postos) e Norte (-4.018 postos ou -0,21%), devido à Construção Civil (-7.624 postos).

Estados

Entre as 27 unidades da Federação, 14 aumentaram o nível de emprego. Os destaques positivos foram: Rio de Janeiro: + 14.051 postos ou +0,36 %, devido ao Comércio(+13.070 postos), Rio Grande do Sul: +10.912 postos ou +0,40%, devido ao Comércio (+7.483 postos), Santa Catarina: +8.460 postos ou +0,41 %, devido ao Comércio (+6.133 postos) e Ceará: +8.032 postos ou + 0,65%, devido ao Comércio (+5.501 postos).

As maiores quedas foram registradas nos seguintes estados: São Paulo: -18.319 postos ou -0,14%, devido principalmente ao desempenho da Indústria de Transformação ( -29.180 postos), Goiás: -6.528 postos ou -0,52%, devido à Construção Civil (-4.024 postos) e à Indústria de Transformação ( -3.153 postos) e Mato Grosso: -6.201 postos ou -0,94%, devido à Agricultura (-3.743 postos) e à Construção Civil (-2.459 postos).

Emprego aumentou no conjunto das 9 áreas metropolitanas

O nível de emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas Pesquisadas (AM) apresentou aumento de 0,17% ou +29.448 postos de trabalho. Esse resultado decorreu da elevação do mercado de trabalho em seis das nove áreas analisadas.

As áreas metropolitanas que mais geraram empregos foram: Rio de Janeiro (+11.585 postos ou + 0,39%); São Paulo (+8.681 postos ou + 0,13%); e Fortaleza (+ 6.804 postos ou + 0,74%).

Já as áreas metropolitanas que evidenciaram maiores quedas no emprego foram: Recife (- 4.606 postos ou -0,49%) e Belo Horizonte (-3.135 postos ou – 0,19%).

 

Portal Brasil com informações do Ministério do Trabalho e Emprego

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