3 de julho de 2014 - 08:58

Definidas as oito melhores seleções da Copa do Mundo 2014

Brasil, Colômbia, Holanda, Costa Rica, França, Alemanha, Argentina e Bélgica são as seleções que ainda estão na briga para levantar a taça da Copa do Mundo 2014. Com o fim das oitavas de final, nesta terça-feira (1º), 56 jogos já foram disputados e agora faltam apenas oito para o fim da competição.

As oito melhores equipes da Copa do Mundo de 2014 são também as oito que terminaram em primeiro lugar nos seus grupos durante a primeira fase do torneio.

A média de gols do torneio continua alta. Já foram marcados 154 gols em 56 partidas, o que dá uma média de 2,75 por jogo. É a média mais alta desde a Copa de 1982, na Espanha, que teve 2,8. Na Alemanha-2006, a média foi de 2,29 gols por jogo. No último Mundial, na África do Sul, em 2010, o número caiu para 2,26, a segunda pior da história das Copas.

Além disso, o número total de gols marcados na Copa de 2014 também já superou as duas últimas edições. Embora ainda faltem oito partidas para o fim do Mundial, os 154 gols marcados até agora superam as marcas da Copa de 2006, que teve 147 gols em 64 jogos, e da Copa da África do Sul, com 141 gols em 64 jogos.

Recorde histórico
Outra marca dessa Copa do Mundo é o equilíbrio entre as seleções. As oitavas de final do Mundial do Brasil bateram o recorde histórico de número de prorrogações: cinco dos oito confrontos precisaram do tempo extra para se definirem. É o maior número desde que o sistema foi adotado, em 1986. Na Copa de 1990, quatro partidas das oitavas de final foram para a prorrogação.

Nas prorrogações desta Copa, sete gols foram marcados. E dois dos jogos acabaram tendo de ser decididos nos pênaltis: Brasil x Chile e Costa Rica x Grécia. A Costa Rica, por sinal, continua sendo a sensação do torneio. Após eliminar Inglaterra e Itália na fase de grupos, os costarriquenhos passaram por mais um europeu, venceram os gregos por 5 a 3 nos pênaltis, após o empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e chegaram pela primeira vez em sua história às quartas de final de um Mundial.

A seleção da América Central também é o único time fora da América do Sul e da Europa que ainda está vivo na competição. Entre os oito melhores, são três sul-americanos e quatro europeus, além dos costarriquenhos. A África, que havia chegado com dois times nas oitavas, viu Nigéria e Argélia se despedirem. A América do Norte, também com duas seleções entre as 16 melhores, acabou sem nenhuma com as eliminações de México e Estados Unidos. Grécia e Suíça se despediram entre os europeus e Chile e Uruguai deram adeus entre os sul-americanos.

O melhor ataque da competição até agora é dos holandeses, que marcaram 12 gols. Bélgica, Colômbia, França e Costa Rica dividem o posto de melhor defesa, com dois gols. A Colômbia, no entanto, é o time mais equilibrado: tem o segundo melhor ataque, com 11 gols, e levou apenas 2, somando 9 de saldo. Além disso, o próximo adversário do Brasil conta com James Rodríguez, artilheiro do torneio até aqui com cinco gols marcados.

Entre os estádios que mais viram gols, a Arena Fonte Nova, em Salvador, se destaca. Nada menos do que 24 gols saíram no gramado baiano. A média é de incríveis 4,8 gols por jogo. O Beira-Rio, em Porto Alegre, vem logo atrás. Foram 22 gols em cinco partidas, com média de 4,4.

Heróis improváveis
As oitavas de final também tiveram alguns heróis improváveis. No Mineirão, o goleiro Julio César, que ainda sofria com a eliminação na Copa de 2010, deu a volta por cima de vez ao defender duas cobranças de penâlti do Chile e ajudar o Brasil a passar de fase. Com isso, mais uma cena entrou para a coleção de momentos marcantes da Copa: o choro do goleiro e dos jogadores brasileiros, um misto de alegria, desabafo e alívio de pressão.

No caso da Holanda, o herói saiu do banco de reservas. O time europeu perdia por 1 a 0 para o México até o fim do jogo no Castelão, Fortaleza, quando o atacante Klaas-Jan Huntelaar entrou em campo no lugar de Robin Van Persie. Em alguns minutos, ele participou do gol de empate, marcado por Wesley Sneijder, e cobrou o pênalti sofrido por Arjen Robben, que deu a vitória e a classificação aos holandeses.

No Mané Garrincha, em Brasília, a França tomava um sufoco da Nigéria até que o volante Paul Pogba, de apenas 21 anos, acertou uma cabeçada para as redes, marcou o seu primeiro gol na Copa do Mundo e abriu o caminho para a vitória por 2 x 0 dos franceses. Depois, o nigeriano Yobo acabou desviando uma bola para o próprio gol e marcou contra o segundo tento dos franceses.

A Argentina, que havia contado com quatro gols de Lionel Messi para vencer seus três jogos na primeira fase, acabou vendo Ángel Di María balançar as redes contra a Suíça, na prorrogação, evitando a disputa por pênaltis e garantindo a passagem para às quartas de final. Até então apagado no Mundial, Di María teve boa atuação diante dos suíços e acabou premiado ao receber assistência de Messi e rolar a bola para o gol defendido pelos suíços na Arena Corinthians, em São Paulo. Foi o primeiro gol do atacante do Real Madrid na Copa do Mundo.

Próxima fase

As quartas de final começam na sexta-feira (4), quando a França encara a Alemanha a partir das 13h, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

No mesmo dia, o Brasil entra em campo para enfrentar a Colômbia, às 17h, no Castelão, em Fortaleza (CE). No sábado, é a vez de Argentina e Bélgica disputarem uma vaga nas semifinais a partir das 13h, no Mané Garrincha, em Brasília (DF). Por fim, Holanda e Costa Rica medem forças em partida marcada para as 17h, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

 
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