28 de junho de 2014 - 04:30

Brasil passa pelo Chile e enfrenta Colômbia

(Julio César defende a cobrança de Alexis Sánchez. Goleiro conduz a Seleção às quartas de final / Foto: AP)

(Julio César defende a cobrança de Alexis Sánchez. Goleiro conduz a Seleção às quartas de final / Foto: AP)

O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. Em jogo duro, disputadíssimo, contra um adversário que deu trabalho, a Seleção Brasileira superou os chilenos por 3 a 2, na decisão por pênaltis, depois de empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. David Luiz e Alexis Sanchez fizeram os gols do jogo.

Na cobrança de pênaltis, que consagrou Julio Cesar como o herói, o Brasil venceu por 3 a 2 – David Luiz, Neymar e Marcelo converteram as suas cobranças. Julio Cesar defendeu duas e uma bola parou na trave, com o goleiro no lance.

A Seleção Brasileira partiu para cima, como faz em todos os seus jogos. É o seu estilo, prioritariamente ofensivo, não importa a qualidade ou a força do adversário.

Foi dessa maneira, encurralando os chilenos, que o time de Felipão começou a criar seguidas oportunidades. Em uma delas, Hulk foi derrubado dentro da área em pênalti muito reclamado pelos brasileiros.

Em seguida foi a vez de Neymar levar pânico aos zagueiros chilenos, driblando vários deles, mas sem conseguir concluir No lance imediato, em córner cobrado por Neymar, a dupla de zaga tabelou dentro da pequena área para sair o primeiro gol: Thiago Silva desviou de cabeça para David Luiz marcar: 1 a 0 para o Brasil.

Neymar, muito acionado, apanhava dos marcadores, que abusavam dos lances desleais. O Brasil, afora a vantagem de ser um time altamente ofensivo, também tem um poder incrível de marcação – quando perdem a posse, todos os jogadores procuram votar atrás da linha da bola para defender.

O jogo estava dessa maneira dominado, até que em um lance fortuito, a bola parou no pé direito de Alexis Sanchez, que chutou sem defesa para Julio Cesar, aos 35 minutos: 1 a 1.

O Chile, premiado com uma igualdade que não merecia,  resolveu  dar prioridade à defesa. Recuou mais do que já estava e possibilitou ao imprimir uma verdadeira blitz.

Com isso, o time criou várias chances para desempatar. Em uma delas, Neymar cabeceou à la Pelé, mas o ombro do zagueiro chileno evitou o gol.

Segundo tempo

O Brasil continuou melhor, mas do outro lado o adversário resolveu jogar. O Chile apertou mais um pouco a marcação e conseguiu equilibrar as ações, antes de Hulk ter um gol anulado em lance que o bandeirinha assinalou que ele teria levado a bola com a mão.

O Chile se entusiasmou, e na melhor oportunidade que teve, Julio Cesar salvou de maneira milagrosa, com uma defesa espetacular. O estádio, em agradecimento, gritou em coro o nome do goleiro.

Felipão resolveu então mudar o time. Primeiro, tirou Fred e pôs Jô. Em seguida, trocou Fernandinho por Ramires.

O Chile, parecendo contente com o resultado, passou a rifar a bola, livrando-se da ameaça de ser atacado  de qualquer maneira.

Virou jogo de ataque contra defesa. Um verdadeiro bombardeio da Seleção Brasileira, com a bola rondando a área chilena, e possibilitando ao excelente goleiro Bravo grandes defesas.

A seleção chilena, a essa altura, visivelmente jogava pelo empate, tentando fazer o tempo passar, mais interessada em levar a decisão na vaga nas quartas de final para a prorrogação.  Mas, nos minutos finais, em escapadas, andou também ameaçando.

Prorrogação

Hulk deu o tom do que seria a atuação da Seleção Brasileira nos 30 minutos decisivos. Na base da garra e da velocidade, foi batendo os adversários, deixando-os para trás, até ser derrubado ao lado da área. Pediu o apoio da torcida e fez um gesto indicando que o seu gol, anulado, teria sido legal.

O Chile, por sua vez, não conseguia mais atacar, impedido pelo maior domínio do Brasil. O jeito era se defender, esperar o tempo correr. Felipão fez a última substituição, pondo Willian, e a partida era de um time só, atacando, o Brasil, contra o Chile que se defendia à espera de uma oportunidade.

Que apareceu em uma bomba de Pinilla, que passou por Julio Cesar, mas explodiu no travessão.

Foi o último lance. Estava lançado o destino das duas seleções na disputa por cobrança de pênaltis.

Melhor para a Seleção Brasileira. Julio Cesar brilhou e o Brasil superou os chilenos por 3 a 2. Estamos nas quartas-de-final.

Julio Cesar, o herói mais do que anunciado

Julio Cesar tinha 17 anos quando em seu primeiro jogo no time profissional do Flamengo defendeu um pênalti em um Fla-Flu. Era o ano de 1997, e de lá até hoje, o goleiro evitou o gol na marca do cal muitas e mutas vezes.

Ele domina o segredo de defender um pênalti. Naquela hora da verdade, em que o atacante fica frente a frente com o goleiro, este imobilizado, à espera do que é mais possível acontecer: o gol.

Só que fica mais provável haver a defesa quando debaixo da trave está  Julio Cesar. Ele possui um autocontrole impressionante que se exige do momento e esbanja a confiança que exibe desde os tempos de garoto – se existe uma virtude, entre mutas que ele possui, a confiança na sua capacidade é a maior de todas.

Então aconteceu o que estava anunciado. Julio Cesar foi o heroi da passagem da Seleção Brasileira às quartas de final. Um heroi mais do que provável, a contar o seu retrospecto e o currículo de “agarrador” de pênaltis.

Nada mais merecido, portanto,que a montanha de abraços com que foi sufocado pelos companheiros tão logo decretada a vitória de 3 a 2 nos pênaltis. Ele defendera duas cobranças e uma terceira foi parar na trave.

Mas não foram só os seus companheiros que agradeceram. O Mineirão, em coro, gritou o nome do herói do jogo: “Julio Cesar”.

 

 

Assessoria CBF

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