15 de junho de 2014 - 03:31

Obama anuncia apoio a Exército iraquiano contra rebeldes islâmicos

Barack Obama | Foto: ReutersObama garantiu que EUA não enviarão mais soldados ao Iraque

O presidente americano Barack Obama anunciou que os Estados Unidos estão considerando formas de fornecer apoio ao Exército do Iraque.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama afirmou que o país não enviará soldados novamente para o Iraque, mas disse ter pedido que sua equipe de segurança avalie “todas as outras opções” nos próximos dias.

“Os Estados Unidos não se envolverão em mais ações militares no Iraque sem um plano político por parte dos iraquianos”, afirmou.

Obama, no entanto, destacou que o Iraque precisa de apoio adicional para “frear a escalada de grupos extremistas e fortalecer as capacidades das forças de segurança”.

Militantes islamistas no Iraque tomaram mais duas cidades nesta sexta-feira, aumentando as áreas sobre seu controle no país e intensificando os temores de uma ofensiva contra Bagdá.

Os islamistas sunitas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIS, na sigla em inglês) ocuparam Saadiya e Jalawla, na província de Diyala. As forças de segurança do governo abandonaram suas bases na região.

Também nesta sexta-feira, o principal líder religioso do país, o aiatolá Ali al-Sistani, conclamou os iraquianos xiitas a pegar em armas contra os sunitas.

O Irã, país de maioria xiiita, prometeu ajudar a combater a insurgência no vizinho. O governo iraniano é próximo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, que também é xiita, além de ter ligações estreitas com milícias xiitas iraquianas.

Longo prazo

Falando sobre a natureza sectária da crise iraquiana, Obama disse que “é um problema regional e será um problema de longo prazo”.

De acordo com o presidente, é necessário um conjunto de respostas que inclui ação militar seletiva e esforços internacionais para reconstruir comunidades.

Ele acrescentou que qualquer ação dos Estados Unidos “deve ocorrer junto a um esforço sério e sincero dos líderes iraquianos para deixar de lado as diferenças sectárias”.

Na avaliação de analistas, a declaração de Obama revela a vontade expressa do governo americano de não participar de um novo conflito no Iraque.

Em 2003, uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos invadiu o Iraque e depôs o então presidente do país, Saddam Hussein. As forças americanas se retiraram do país em dezembro de 2011.

Cerca de 5 mil soldados americanos morreram no combate.

 

 

BBC Brasil

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