15 de junho de 2014 - 02:51

Hulk deixa treino mais cedo e afirma: “Espero que não seja nada demais”

(Hulk durante entrevista coletiva neste domingo, na Granja Comary / Foto: Leandro Canônico)

(Hulk durante entrevista coletiva neste domingo, na Granja Comary / Foto: Leandro Canônico)

O atacante Hulk deixou o treino deste domingo, em Teresópolis, mais cedo por conta de um incômodo na parte posterior da coxa esquerda. Na coletiva de imprensa, apesar de afirmar que “dá para jogar”, ele preferiu não cravar sua escalação na partida de terça-feira, contra o México, no Castelão.

– Dá pra jogar, em Copa do Mundo temos que enfrentar tudo, e espero que não seja nada demais. Tive duas finalizações e senti um incômodo. Saí por precaução e espero não ter problema. Quem vai decidir é o Felipão. Quero jogar todos os jogos. Vou tratar para poder chegar na terça e poder entrar em campo para ajudar a Seleção – afirmou o jogador.

Hulk revelou que sentiu o incômodo em dois momentos: quando levantou a perna e no momento em que marcou um dos gols do coletivo deste domingo (clique e assista). Apesar de estar na delegação que vai embarcar para Fortaleza, o jogador afirmou que ainda terá uma conversa com o treinador da Seleção.

– Vamos conversar e ver o que será melhor para a Seleção. Sou um jogador que procurar ajudar ao máximo. Pedi a Deus para não ter contusão. Claro que preocupa, mas estamos nas mãos de ótimos profissionais.

Questionado sobre os momentos que viveu na Seleção, principalmente quando foi questionado durante a Copa das Confederações, Hulk não pensou duas vezes.

– Isso é fruto de trabalho. Não caí de paraquedas. Trabalhei muito para chegar aqui. Fui aposta do Dunga, do Mano e depois do Felipão. Não foi fácil. Cheguei questionado e hoje tenho a confiança de todos. Ocupei o meu espaço, fiz o meu trabalho e fui feliz.

Hulk banco Treino Brasil (Foto: Mowa Press)Hulk abatido no banco após deixar o coletivo da Seleção na Granja Comary (Foto: Mowa Press)

Confira os principais trechos da coletiva 

Brasil no Nordeste
– Quando o Brasil joga no Nordeste é sempre festa. Tudo começou no Nordeste, na Copa das Confederações, quando o hino foi cantado por todo mundo. Queria parabenizar o torcedor de São Paulo, que nos ajudou muito na estreia. Isso também vai acontecer no Nordeste.

Característica do povo nordestino
– Não levo por esse lado (de o povo do Nordeste ser engraçado). Não fazemos graça para ninguém. O Brasil nem sempre joga por lá. Além disso, os jogadores que atuam no Brasil e fazem parte da Seleção jogam no Rio, em São Paulo ou no Sul. Quem jogar no Nordeste, muitos são ídolos por lá. Nordestino torce com o coração. Mesmo assim, eles são apaixonados por esses jogadores.

Limite para entrar em campo 
– Quando vê que não dá mesmo. Tratando de Copa do Mundo tem que enfrentar qualquer problema. Não pode fazer loucuras. Estou me sentindo bem, com a cabeça focada no jogo.

México 
– O México é uma grande seleção. Vimos o último jogo deles. Estamos nos preparando para poder enfrentá-los. Não podemos falar como pra não entregar o jogo. Chama atenção o coletivo do México. Tem o Giovanni dos Santos, que sempre admirei.

Preconceito 
– Infelizmente o nordestino ainda sofre um pouco de preconceito. É duro, mas é verdade. No caso do Rivaldo, eu que sempre fui admirador dele, deveriam ter mais respeito. Para mim foi um dos melhores da Copa e não teve seu papel reconhecido.

Reconhecimento 
– Acho que a situação é de ter saído muito cedo. Passaram a conhecer meu trabalho através da Seleção. Fui um pouco questionado por não ter sido reconhecido antes. E pude dar a volta por cima. Serve de inspiração.

Neymar

– Somos conscientes de que hoje a estrela da Seleção é o Neymar. Para nós é um dos melhores do mundo. Vem mostrando isso. A gente sabe, o forte da Seleção é o coletivo. Depois sobressai a individualidade de cada um.

Olimpíadas de 2012
– A final foi frustrante. Estava lá. Foi muito triste (NR: o Brasil perdeu por 2 a 1 para os mexicanos, em Wembley).

Final no Maracanã
– Com certeza está guardada, e se Deus quiser vou chegar ao Maracanã e mostrar. Eram sete degraus, subimos um e agora temos mais seis.

Cabelos de Neymar e Daniel Alves 
– Eu particularmente gostei. Ficou bacana, ficou legal. Acho que foi por vontade própria mesmo. Mas eu achei legal.

Goleada da Holanda sobre a Espanha 
– Fica mais como aprendizado de que no futebol não tem jogo fácil, jogo já ganho. Ninguém imaginava que a Holanda faria cinco na Espanha. Tem que entrar concentrado. Levamos isso como exemplo.

 

 

GloboEsporte.com

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