1 de junho de 2014 - 11:06

Coreia do Norte condena missionário do Sul a trabalho perpétuo

Kim Jong-uk (Reuters)Missionário teve um advogado durante o julgamento, informou a agência norte-coreana de notícias

A Coreia do Norte condenou um missionário sul-coreano a trabalho forçado perpétuo após ele ser considerado culpado por espionagem e pela criação de uma igreja clandestina.

A agência de notícias estatal do Norte disse que o homem, identificado como Kim Jong-uk, confessou todos os crimes.

Pyongyang ainda mantém outro missionário preso, o americano Kenneth Bae, que foi condenado a 15 anos de trabalho pesado em 2013.

A atividade religiosa é restrita no Norte. Missionários foram detidos em inúmeras ocasiões no passado.

“Kim tentou se infiltrar em Pyongyang após cruzar ilegalmente a fronteira com o intuito de estabelecer uma igreja clandestina e reunir informações sobre assuntos internos da Coreia do Norte enquanto atraía seus habitantes para a Coreia do Sul e espionava a Coreia do Norte”, disse a agência de notícias KCNA.

A procuradoria havia pedido a pena de morte para o missionário, de 50 anos, segundo relatos.

A decisão ocorre três meses após Kim ter lido um pedido de desculpas público na televisão norte-coreana por seus “crimes contra o Estado”.

Ele foi preso após entrar o país vindo da China em outubro.

No início deste ano, o missionário australiano John Short foi deportado da Coreia do Norte após ser detido pela acusação de estar distribuindo material religioso.

 

 

BBC Brasil

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