14 de março de 2014 - 01:05

Radares sugerem que avião mudou de rota propositadamente

Evidência coletada de radares militares sugerem que o avião da Malaysia Airlines desaparecido desde o último sábado (8) mudou deliberadamente de rota, sobrevoando a península malaia em direção às ilhas de Adaman, disseram à agência Reuters fontes próximas às investigações, aumentando a suspeita de um ato criminoso.

O ministro da Defesa malaio, Hishammuddin Hussein, confirmou nesta manhã que as informações estão sendo analisadas. Hussein afirmou ainda que existe a possibilidade de que o transponder — equipamento que envia automaticamente informações sobre o avião — tenha sido desligado também propositadamente.

Ele disse ainda que membros da tripulação estão sendo investigados. “Se a investigação exigir que as casas dos pilotos sejam revistadas, isso será feito”, afirmou Hussein, que também é ministro interino dos Transportes.

A Índia confirmou também que começou a realizar buscas nas mais de 500 ilhas que formam o arquipélago de Adaman, no oceano Índico, entre o mar de Adaman e a baía de Bengala. A maioria dessas ilhas é território indiano e é inabitada.

Caso confirmadas, essas informações reforçam a tese de o avião tenha sido sequestrado ou sabotado.

“O que podemos dizer é que estamos investigando se foi um ato de sabotagem, com sequestro entre as possibilidades”, afirmou uma fonte malaia à Reuters.

O porta-voz das Forças Armadas da Índia, coronel Harmit Singh, que é responsável pelas buscas nas ilhas, disse que os trabalhos à borda de uma aeronave começaram às 9h locais e que ainda não haviam trazido resultados.

“Apenas 37 das ilhas são habitadas; as demais são uma selva tropical densa. A aeronave está usando equipamentos que detectam calor para conduzir as buscas”, afirmou o coronel ao jornal americano “The Wall Street Journal”.

“Intervenção manual”

Autoridades americanas que auxiliam nas buscas pelo voo desaparecido estariam convencidos de que pode ter havido uma “intervenção manual” –ou seja, um ato deliberado– no incidente com a aeronave.

As suspeitas foram reveladas na quinta-feira (13), depois que dois oficiais que compõem a equipe disseram à rede de TV ABC News que já é sabido que o desligamento dos dois sistemas de comunicação da aeronave aconteceram em momentos diferentes, e não simultaneamente.

Pelo relato dos oficiais, investigações indicam que o sistema de comunicação de dados foi desligado à 1h07; já o transponder –equipamento que revela localização e altitude do voo– parou de funcionar à 1h21.

O desaparecimento do Boeing já se tornou um dos maiores mistérios na história moderna da aviação.

O avião foi visto pela última vez nos radares civis pouco antes de 1h30 de sábado passado (horário local), menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur. Nesse momento, a aeronave voava para nordeste, na direção de Pequim, passando sobre a entrada do golfo da Tailândia, perto da costa leste da Malásia.

Mas, na quarta-feira, o comandante da Força Aérea malaia disse que o avião foi observado por um radar militar, às 2h15, num ponto 320 quilômetros a noroeste da ilha de Penang, na costa oeste da Malásia

Numa descrição bem mais detalhada do que havia sido divulgada até agora sobre a localização do avião nos radares militares, as fontes ouvidas pelas Reuters disseram que a última posição confirmada do MH370 foi a 35 mil pés de altitude, a cerca de 90 milhas (144 quilômetros) da costa leste da Malásia, na direção do Vietnã — um ponto de navegação chamado “Igari”. Isso foi à 1h21 de sábado.

O monitoramento militar sugere que o avião fez uma brusca curva para oeste, na direção de um ponto chamado “Vampi”, a nordeste da ilha indonésia de Sumatra. Esse ponto é usado como referência para aviões na rota N571, que vai para o Oriente Médio.

De lá, o radar indica que o avião se dirigiu a um ponto chamado “Gival”, ao sul da ilha tailandesa de Phuket, e foi visto pela última vez indo para noroeste, na direção do ponto “Igrex”, que fica na direção das ilhas Andaman e é usado na rota P628, para a Europa.

Ele passou por esse ponto às 2h15 — a mesma hora citada na quarta-feira pelo comandante da Força Aérea, que não deu informações sobre qual era a possível direção do avião.

As fontes disseram ainda que a Malásia está solicitando dados brutos dos radares das vizinhas Tailândia, Indonésia e Índia, que possui uma base naval nas Andaman.

 

UOL com agências internacionais

Outras Notícias

Últimas Notícias

© Copyright 2012 Portal Pedra Bonita - Email: contato@portalpedrabonita.com.br