10 de março de 2014 - 08:55

Malásia investiga 5 passageiros que fizeram check-in e não embarcaram

Autoridades da Malásia estão investigando o motivo de cinco passageiros terem feito check-in para o voo MH370 da Malasya Airlines, que está desaparecido há três dias, mas não terem embarcado no aeroporto de Kuala Lumpur (Malásia) na última sexta-feira (7). O voo tinha 239 pessoas a bordo, sendo 227 passageiros –sendo duas crianças– e 12 tripulantes.

Segundo reportagem do jornal “Wall Street Journal”, que cita fontes oficiais, os cinco passageiros passaram pelos controles individuais, mas não se apresentaram ao portão de embarque. As bagagens deles, que haviam sido embarcadas no avião, foram removidas antes da decolagem.

Hoje, após três dias sem notícias da aeronave que seguia para Pequim (China) e desapareceu após uma hora no ar, autoridades informaram que ampliaram a área de buscas pelo avião até o “mar chinês meridional”. As buscas seguem pela costa ocidental da Malásia e também em terra.

Passageiros

A maioria –153 pessoas– são cidadãos chineses, de acordo com a lista de passageiros publicada pela Malaysia Airlines. Entre eles estava um grupo de 19 artistas proeminentes, que voltavam para casa depois de uma exibição na capital da Malásia. Todos no grupo, liderado por Hou Bo, eram “muito famosos na China”, segundo o organizador da exibição Daniel Liau.

Alguns eram grandes artistas de caligrafia do país, acrescentou. Outros oito cidadãos chineses, bem como 12 malaios, eram empregados da multinacional americana de semicondutores Freescale. “Nossos pensamentos e orações estão com aqueles afetados por este trágico acontecimento”, disse em um comunicado o presidente da empresa Gregg Lowesaid.

O terceiro americano foi identificado como Philip Wood –um funcionário da IBM de 51 anos do Texas. “Eu sei que Philip está com Deus”, disse sua mãe Sandra Wood, segundo a imprensa americana. A pessoa mais velha a bordo tinha 79 anos.

O piloto que liderou a equipe de 12 membros era Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos. Ele se juntou à companhia aérea em 1981 e tinha 18.365 horas de experiência de voo.

Mas as perguntas mais intrigantes permanecem sobre a verdadeira identidade de duas pessoas registradas como o austríaco Christian Kozel e o italiano Luigi Maraldi.

As chancelarias em Viena e Roma disseram que os dois não estavam de verdade no avião. Seus passaportes teriam sido roubados na Tailândia nos últimos anos.

Autoridades da Malásia disseram que agências internacionais de combate ao terrorismo de vários países juntaram-se à investigação e todos os ângulos estão sendo examinados.

Hipóteses

Apesar da falta de informações sobre o destino da aeronave, autoridades da Malásia e diretores da companhia aérea pediram para as famílias dos passageiros e tripulantes se “prepararem para o pior”.

Entre as hipóteses mais discutidas para a explicação do desaparecimento da aeronave estão uma queda causada por falha humana ou de equipamento,terrorismo e até mesmo a desintegração do avião.

As autoridades da Malásia informaram que os comandantes da aeronave não relataram, por rádio, nenhuma anormalidade durante o voo. Órgãos meteorológicos informam que o tempo estava bom no momento em que a aeronave desapareceu, o que diminuiria a possibilidade de uma queda causada por mau tempo.

A possibilidade de um ataque terrorista ganhou força depois que a polícia da Malásia informou sobre os passageiros que usaram passaportes roubados. Os dois viajariam juntos até Pequim e de lá, para Amsterdã, na Holanda.

Uma equipe do FBI (a polícia federal norte-americana) foi enviada neste domingo para a Malásia para ajudar nas investigações sobre o caso. Havia três norte-americanos no voo.

Outros dois fatores que aumentam as suspeitas sobre um possível atentado terrorista são uma alteração na rota do avião sem comunicação entre os pilotos e as torres de controle de tráfego aéreo e o fato de que a Malásia, país de maioria muçulmana, é conhecido como um foco de células terroristas.

A possibilidade de desintegração da aeronave foi levantada por uma fonte até agora não identificada que trabalha nas investigações do desaparecimento do avião. Segundo essa fonte, a aeronave desapareceu dos radares após alcançar a altitude de 35 mil pés. “O fato de não termos encontrado nenhum destroço até agora, parece indicar que o avião pode ter se desintegrado a cerca de 35 mil pés”, disse a fonte.

 

 

UOL

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