2 de fevereiro de 2014 - 11:24

Acaba votação na Tailândia; eleição foi marcada por protestos e boicote

Os colégios eleitorais na Tailândia fecharam neste domingo (2) após o fim das votações em eleições marcadas por protestos e boicotes de opositores do governo.

Os manifestantes, que defendiam um adiamento do pleito para que fosse feita uma reforma política, impediram o voto em 42 das 375 seções em todo o país, cinco das quais na capital Bancoc.

A eleição ainda foi suspensa em nove províncias do sul em que a entrega das cédulas e urnas eleitorais foi impedida.

A primeira-ministra interina Yingluck Shinawatra, um dos principais alvos dos protestos, votou no início da manhã na capital, sob forte esquema de segurança.

Segundo a Comissão Eleitoral do país, o voto transcorreu sem incidentes em 333 circunscrições —em 68 de um total de 77 províncias, principalmente no norte e no nordeste.

ELEIÇÕES

Cerca de 48 milhões de tailandeses foram convocados às urnas em um clima de tensão devido à violência ocorrida em torno dos protestos nas quais pelo menos dez pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas desde novembro do ano passado.

Mais de meia centena de partidos concorreram neste pleito, no qual os antigovernamentais impediram o registro de 28 candidatos no sul e centenas de milhares de pessoas não puderam exercer seu direito ao voto.

O Partido Democrata, a principal legenda da oposição —que não ganhou eleições nas duas últimas décadas—, não apresentou candidatos porque exigia reformas políticas antes de se realizar eleições.

O boicote dos manifestantes impedirá a escolha do número suficiente de deputados para formar o novo Parlamento, o que obrigará a convocar novos pleitos parciais em processo que a Comissão Eleitoral estima que poderia se alongar entre três e quatro meses.

Cerca de 200 mil policiais foram deslocados em todo o país para garantir o desenvolvimento pacífico da jornada eleitoral, dos quais 10 mil somente em Bangcoc, apoiados por cerca de 7.000 soldados.

PROTESTOS
Manifestantes da oposição protestam há três meses pela renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, acusada de governar sob influência de seu irmão Thaksin, ex-chefe de governo destituído por um golpe de Estado militar em 2006.

Thaksin, um milionário que vive no exílio, é acusado de ter estabelecido um sistema de corrupção generalizado a favor de seus aliados.

Liderados pelo ex-vice-primeiro ministro Suthep Thaugsuban, opositores ao governo defendiam o adiamento das eleições marcadas para este domingo.

“É fato que a maioria dos cidadãos considera o atual sistema eleitoral antidemocrático. As eleições trarão mais ditadura ao país. O povo quer reformas antes de votar para ter uma democracia verdadeira”, disse Suthep nesta quinta-feira (30).

 

 

 

Folha de S. Paulo

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