8 de janeiro de 2014 - 09:26

Produção industrial acumula alta de 1,4% nos 11 meses de 2013 frente ao ano anterior

A produção industrial brasileira cresceu 1,4% nos 11 meses de 2013, frente a igual período do ano anterior, com taxas positivas em três das quatro categorias de uso, 16 dos 27 ramos, 44 dos 76 subsetores e 51,5% dos 755 produtos investigados. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o total produzido pela indústria cresceu 0,4%, a terceira alta consecutiva, informou nesta quarta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria variou 0,4% em novembro de 2013, terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto, em ritmo menos intenso que o observado nos dois meses anteriores: setembro (2,0%) e outubro (1,0%).

Entre as atividades, a de veículos automotores, que avançou 9,0%, permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada em grande parte pela expansão na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 71%), com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator e outros.

Em novembro de2013, aprodução industrial nacional mostrou variação negativa de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar taxas positivas em agosto (0,2%), setembro (0,6%) e outubro (0,6%).

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, teve expansão de 1,1% em novembro de 2013, com ligeiro ganho de ritmo frente a outubro (0,9%), e resultado igual ao de setembro (1,1%).  Nos três últimos meses pesquisados, a média móvel é 0,3%.

Variação dos setores no ano

Entre as atividades, a de veículos automotores, que avançou 9,0%, permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada em grande parte pela expansão na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 71%), com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, peças e acessórios para o sistema de motor, motores diesel para caminhões e ônibus e automóveis.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (7,7%), de máquinas e equipamentos (6,6%), de outros equipamentos de transporte (7,8%), de outros produtos químicos (1,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,5%).

Em termos de produtos, as pressões positivas mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, óleo diesel e outros óleos combustíveis, gasolina automotiva e álcool etílico; máquinas e equipamentos para o setor de celulose, empilhadeiras propulsoras, motoniveladores, aparelhos de ar-condicionado, rolamentos de esfera para equipamentos industriais, tratores agrícolas, carregadoras-transportadoras, elevadores para transporte de pessoas e máquinas para colheita; aviões; policloreto de vinila (PVC), herbicidas e inseticidas para uso na agricultura; fios, cabos e condutores elétricos, quadros, painéis, cabines e outros suportes equipados com aparelhos elétricos de interrupção ou proteção de tensão e cabos de fibras ópticas para uso em telecomunicações.

Por outro lado, entre os 11 ramos que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-10,2%), farmacêutica (-8,5%), indústrias extrativas (-3,9%), bebidas (-3,8%) e metalurgia básica (-2,2%). Nessas atividades sobressaíram a menor produção dos itens livros, jornais e revistas, na primeira, medicamentos, na segunda, minérios de ferro e óleos brutos de petróleo, na terceira, refrigerantes, cervejas e chope, na quarta, e alumínio não-ligado em formas brutas, vergalhões de aços ao carbono, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e óxido de alumínio, na última.

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para o índice acumulado no período janeiro-novembro de 2013 mostrou maior dinamismo para bens de capital (14,2%), impulsionada pelos índices positivos em todos os seus grupamentos, com destaque para a maior fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (20,3%).

O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao crescer 1,2%, também apontou expansão no acumulado dos 11 meses do ano, mas em ritmo abaixo da média nacional (1,4%). A produção de bens intermediários (0,2%) registrou ligeira variação positiva, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis, com redução de 0,4%, assinalou o único resultado negativo no índice acumulado do ano.

 

 
Portal Brasil com informações do IBGE

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