31 de outubro de 2013 - 05:51

Ações da OGX, de Eike, deixam Ibovespa hoje valendo R$ 0,13

Impulsionado pela Petrobras e os setores de siderurgia e mineração, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (31) em alta de 0,15%, a 54.256 pontos. Com este desempenho, o índice acumulou no mês ganho de 3,66%. Foi a quarta alta mensal consecutiva.

A ação da petroleira OGX teve forte queda de 23,53% em seu último dia no Ibovespa, após a empresa ter pedido recuperação judicial, para R$ 0,13 –menor valor histórico. A partir de amanhã, o papel volta a ser negociado em “situação especial”, mas fora dos índices da Bolsa.

Em sentido oposto, as ações mais negociadas da Petrobras tiveram valorização de 2,41% nesta quinta-feira, a R$ 20,43, com o mercado à espera de uma definição sobre a nova metodologia de ajuste de preços da companhia, que será avaliada pelo Conselho de Administração até o dia 22 de novembro.

As ações da MMX, mineradora de Eike Batista, tiveram o maior ganho do índice no dia, de 41,67%, a R$ 0,85. Operadores consultados pela Folha disseram que o movimento pode refletir uma mudança de investidores da OGX para a MMX.

O setor de siderurgia também teve ganhos e ajudou a Bolsa brasileira a fechar no azul. Os papéis da Metalúrgica Gerdau avançaram 5,19%, enquanto as ações da Gerdau tiveram ganho de 4,68% e as mais negociadas da Usiminas valorizaram-se 1,62%.

A Gerdau teve lucro acima do esperado no terceiro trimestre, em um desempenho impulsionado por maiores vendas e preços de aço no Brasil, mas contido por fraqueza nas operações nos Estados Unidos.

Já a Embraer viu seus papéis caírem 0,85%, a R$ 16,35, depois que a fabricante de aviões encerrou o terceiro trimestre com queda no lucro líquido ante o registrado um ano antes. O ganho da terceira maior fabricante de aviões civis do mundo totalizou R$ 118,7 milhões, queda de 10% sobre um ano antes.

“O Ibovespa teve seu quarto mês seguido de alta. O movimento foi movido por dois fatores principais: o adiamento do corte nos estímulos nos EUA, que manteve, por ora, um fluxo maior de investimentos estrangeiros nos emergentes, e a valorização das ações da Petrobras”, diz Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora.

Para Cardoso, a saída das ações da OGX do Ibovespa deve trazer alívio ao índice. “Esses papéis tinham uma grande representatividade no Ibovespa e as fortes oscilações que sofria em decorrência de seu preço muito baixo influenciavam no comportamento do índice, causando uma distorção entre o Ibovespa futuro e o mercado à vista”, afirma.

CÂMBIO

No câmbio, o dólar á vista, referência no mercado financeiro, fechou esta quinta-feira com forte valorização de 2,4% em relação ao real, cotado em R$ 2,236 na venda. É o maior valor desde 26 de setembro, quando ficou em R$ 2,237. No mês, houve ganho de 0,4%.

Segundo operadores consultados pela Folha, o desempenho da moeda hoje refletiu a perspectiva de que os Estados Unidos possam reduzir seu programa de estímulos em breve, a não rolagem integral dos swaps pelo Banco Central brasileiro e a briga pela formação da Ptax (taxa de referência para contratos).

O dólar comercial, usado no comércio exterior, teve ganho de 1,91% no dia, a R$ 2,234 –maior nível de fechamento desde 27 de setembro, quando ficou em R$ 2,258. Em outubro, houve avanço de 0,8%.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a tendência é de a moeda americana volte a cair nos próximos dias e se acomode mais perto de R$ 2,20, uma vez que há expectativa de entrada de recursos do leilão de Libra e pela persistente ação do BC no câmbio.

Hoje, o BC realizou um leilão de swap cambial, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A operação estava prevista em seu plano de atuações diárias para conter a escalada da moeda americana.

Ao todo, foram vendidos 10 mil contratos de swap com vencimento em 2 de junho de 2014, por US$ 495,8 milhões. Não foram aceitas propostas para os contratos com vencimento em 5 de março de 2014.

 

 

 

Folha de S. Paulo

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