16 de outubro de 2013 - 01:29

Parlamentares dos EUA se aproximam de acordo fiscal

WASHINGTON – O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, teria aceitado colocar em votação o plano que está sendo costurado no Senado para elevar o teto da dívida e reabrir o governo, segundo fontes informaram ao Wall Street Journal e ao site conservador National Review.

A proposta financiaria a administração federal até 15 de janeiro e elevaria o limite legal de endividamento até 7 de fevereiro.

A informação de que o projeto do Senado será colocado em votação na Câmara também foi confirmada pelo deputado republicano Kevin Brady, em entrevista para a emissora Bloomberg. Segundo ele, a votação deve refletir a divisão de opiniões dentro do Partido Republicano. “Nós estamos nos esforçando para nos unirmos e aprovar qualquer projeto que vier do Senado”, comentou ele, alertando, porém, que o processo de votação pode se estender até o fim de semana.

No Senado. O líder da maioria no Senado dos EUA, o democrata Harry Reid, e o líder da bancada republicana na Casa, Mitch McConnell, devem se encontrar com seus respectivos partidos antes de uma sessão do plenário, que deve começar às 13h (de Brasília). Segundo assessores, um acordo bipartidário para elevar o teto da dívida e reabrir o governo está basicamente pronto, após os dois líderes se reunirem na noite de ontem.

“As coisas parecem muito melhor agora do que pareciam horas atrás”, disse o senador democrata Chuck Schumer na noite de ontem ao site Politico, especializado na cobertura do Legislativo norte-americano. Já o líder da bancada democrata na Casa, Dick Durbin, comentou que um acordo está “perto”, mas que será preciso contar com todo apoio possível. “Se alguém tentar dificultar as coisas, usar todas as objeções possíveis, isso pode levar alguns dias”, explicou.

Mesmo com o apoio de Reid e McConnell, a aprovação do projeto no Senado não está garantida. A ala mais radical do Partido Republicano considera que foram feitas muitas concessões. Os senadores Ted Cruz e Mike Lee, que têm lutado para reverter a reforma na saúde promovida pela presidente Barack Obama, não participaram de uma conferência do Partido Republicano ontem e têm se recusado a dizer quais são seus planos.

Enquanto isso, outros republicanos querem encerrar logo esse episódio, que se mostrou desastroso para o partido, que viu sua popularidade cair fortemente, enquanto os democratas foram menos afetados. “A única razão para os democratas não parecem terríveis é que nós estamos ainda pior”, comentou o senador Roy Blunt.

 

 

Estadão com Dow Jones

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