11 de outubro de 2013 - 10:04

Nobel da Paz vai para entidade que tenta desarmar arsenal químico da Síria

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) foi anunciada nesta quinta-feira como vencedora do Prêmio Nobel da Paz em cerimônia realizada em Oslo, na Noruega.

A entidade está coordenando a destruição do arsenal de armas químicas da Síria.

O comitê do Nobel justificou a escolha com base no “extensivo trabalho da entidade para eliminar armas químicas”.

A agência, que tem base em Haia e é apoiada pela ONU, foi estabelecida em 1997 para acompanhar a aplicação da convenção sobre armas químicas, que entrou em vigência naquele ano.

Recentemente, a Opaq enviou inspetores para coordenar o desmantelamento do estoque de armas químicas da Síria. Esta é a primeira vez que os inspetores da Opaq trabalham em uma zona de guerra.

O prêmio inclui 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,7 milhões) em dinheiro.

Antes do anúncio do prêmio, a estudante ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o ginecologista Denis Mukwege, da República Democrática do Congo, haviam sido apontados como favoritos por comentaristas.

‘Tabu’

O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Thorbjørn Jagland, afirmou que a convenção contra armas químicas e o trabalho da Opaq “definiram o uso de armas químicas como tabu de acordo com a lei internacional”.

“Os eventos recentes na Síria, onde as armas químicas foram novamente colocadas em uso, frisaram a necessidade de ampliar os esforços para eliminar tais armamentos”, disse.

Um ataque com gás sarin em subúrbios de Damasco matou mais de 1.400 pessoas em agosto.

A Opaq é formada por 189 países-membros, e seu principal papel é monitorar e destruir todas as armas químicas existentes.

A Convenção para a Proibição das Armas Químicas, assinada em 1993 e em vigor desde 1997, contribuiu para a destruição de quase 80% do estoque mundial de armas químicas.

A Síria deve assinar o tratado nos próximos dias, tornando-se o 131º país a fazê-lo.

O Nobel da Paz deste ano recebeu um número recorde de indicações, 259 no total, mas a lista permanece em segredo.

No ano passado, a União Europeia recebeu o prêmio em reconhecimento por sua contribuição para a paz e a reconciliação, a democracia e os direitos humanos na Europa.

 

 

BBC Brasil

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