5 de outubro de 2013 - 09:31

Bancários não aceitam reajuste de 7,1% oferecido pela Fenaban

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A Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, nesta sexta-feira (4) uma nova proposta elevando de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários (aumento real de 0,97%) e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%). A proposta também aumenta para 10% o reajuste da parte fixa da regra básica e da parte adicional da PLR.

As negociações, que estavam interrompidas havia um mês, foram retomadas nesta sexta-feira, no 16% dia da greve nacional dos bancários.

A nova proposta dos bancos é a seguinte:

Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real).

Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%). Piso de portaria após 90 dias passa para R$ 1.138,38, de escriturário vai para R$ 1.632,93, e o de caixa para R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas).

PLR regra básica: reajuste de 10% da parte fixa, que passa para R$ 1.694,00 ( limitado a R$ 9.011,76).

PLR parcela adicional: 10% de reajuste (limitado a R$ 3.388,00)

Assembleia segunda-feira (7), às 19h, no Sindicato

O Comando Nacional dos Bancários orienta a rejeição da proposta, que não atende aos anseios da categoria; nem nas questões econômicas, nem nas questões específicas dos bancos públicos, não atende à melhorias nas condições de trabalho e muito menos nas questões de segurança. Os índices oferecidos para o  reajuste dos salários, a correção do piso e para a distribuição na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) são insuficientes para os bancários, ante os lucros recordes que os funcionários contruíram a duras penas.

Portanto, todos à Assembleia Geral Extraordinária desta segunda-feira, 7 de outubro, às 19h, no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários da Paraíba, para avaliação da nova proposta dos banqueiros.

Interditos

Enquanto os banqueiros fazem de conta que estão negociando, ao oferecer menos de 1% de ganho real,  o Bradesco e o Santander reabrem agências em João Pessoa por força de Interditos Proibitórios, utilizando o apoio da Polícia Federal.  Com a abertura dessas agências, a adesão na Paraíba despencou para 81,48%. Agora, a paralisação continua mais forte nos bancos públicos (96,20%) do que nos privados (60,71%)

Bom para tolos

O Banco do Brasil, além  de não apresentar nenhuma proposta decente, descontou os dias de greve no Tíquete Alimentação creditado no início do mês. Isso prova que realmente o Banco do Brasil é bom para tolos; ruim para clientes e pior ainda para funcionários.

 

 

 

SEEB – PB, com Contraf-CUT

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