8 de setembro de 2013 - 05:27

Bashar Assad nega ter usado armas químicas em ataque na Síria

Os planos de Barack Obama de intervir militarmente na Síria em resposta ao ataque com armas químicas nos subúrbios de Damasco, que matou mais de mil pessoas em agosto, estão sendo acompanhados “de perto” por Bashar Assad, de acordo com o jornalista Charlie Rose.

Em entrevista a Rose, o presidente sírio negou ter sido o mentor do ataque contra os civis de seu país. Assad afirmou ainda que está analisando cada passo da Casa Branca.

“Há uma clara sensação de que estão acompanhando de perto o que está acontecendo em Washington”, explicou o jornalista no programa “Face the Nation”, da rede de TV americana “CBS”, antecipando a entrevista que fez com Bashar Assad e que deve ir ao ar nesta segunda-feira.

Apesar de ainda não contar com o aval da maioria do Congresso, Obama tenta convencer, junto a membros de seu governo, democratas e republicanos da necessidade de um ataque militar na Síria. Os planos do Pentágono incluem um ataque de 72 horas por ar e por terra, segundo o jornal “Los Angeles Times”.

“Haverá diferentes rodadas de ataque e uma avaliação após cada uma delas, mas tudo em 72 horas e com uma indicação clara de quando for concluído”, afirmou um funcionário militar, que preferiu manter o anonimato, à agência de notícias EFE.

No sábado, outras duas fontes disseram ao mesmo “Los Angeles Times” que a Casa Branca pediu para aumentar o número de alvos a fim de incluir “muitos mais” do que os cerca de 50 previstos inicialmente. Como resultado, afirmou a publicação, as autoridades do Pentágono estão estudando usar bombardeiros da Força Aérea, além de cinco navios de guerra já em patrulha no Mediterrâneo, para lançar mísseis de cruzeiro e mísseis ar-terra a centenas de quilômetros da costa, bem fora do alcance das forças de defesa da Síria.

NOVO ATAQUE
Neste domingo, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS) denunciou um novo ataque com um “gás estranho” em Damasco, seguido por bombardeios. A ação teria atingido uma hidrelétrica localizada no rio Eufrates, no distrito de Deir ez Zor, leste do país.

O uso da substância, que aparentemente não contém material químico, mas pode causar paralisia, segundo ativistas e moradores da região, ocorreu durante um ataque do Exército do regime de Bashar Assad contra residências no bairro de Al Qabun, próximo ao centro de Damasco.

A ONU, por meio de seu porta-voz na capital síria, Khaled Masri, afirmou estar ciente da denúncia, mas não confirmou o ataque. De acordo com as informações da CNFROS, ninguém ficou ferido.

 

 

Estadão

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