30 de agosto de 2013 - 08:23

Obama fala em intervenção limitada e sem envio de tropas à Síria

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje que a decisão sobre uma ação militar contra o regime sírio ainda não foi tomada. Mas o ataque com armas químicas realizado em Damasco na semana passada não pode ficar sem resposta, de acordo com o presidente americano.

A intervenção seria limitada e não envolveria forças terrestres, segundo Obama.

‘Esse tipo de ataque é um desafio para o mundo’, disse ele, adicionando que ‘não podemos aceitar um mundo em que mulheres e crianças são intoxicadas’.

O discurso de Obama ocorre um dia após o Parlamento britânico rejeitar uma ação na Síria e o país tenta reunir apoio interno e externo para agir. O Conselho de Segurança se reuniu mais de uma vez nos últimos dias, sem acordo.

Pouco antes da fala do presidente, o secretário de Estado, John Kerry, afirmou que o país tem provas de que foi o regime sírio quem fez uso das armas químicas.

Em sua fala, Kerry trouxe um novo número de vítimas. Segundo ele, foram 1.429 pessoas mortas, sendo 426 crianças.

Enfatizando a palavra ‘sabemos’, Kerry citou o trabalho da inteligência americana, cujo relatório, divulgado pelo governo, aponta ‘fortes evidências’ do ataque em 21 de agosto.

‘O governo americano sabe que o regime de Bashar al-Assad possui um grande arsenal de armas químicas que já foram usadas diversas vezes neste ano.’

Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou que as provas anunciadas pelos EUA são falsas.

“O que o governo americano classificou de provas irrefutáveis (…) são apenas antigas histórias difundidas pelos terroristas (rebeldes) há mais de uma semana, com tudo o que elas comportam de mentiras, de fabricações e de histórias inventadas”, disse a chancelaria em comunicado lido na televisão.

Kerry afirmou que os EUA tem mais informações que o relatório da ONU, porque os inspetores da organização não poderão determinar os responsáveis pelo ataque. “Por definição de mandato, a ONU não pode nos dizer nada além do que já sabemos”.

O regime sírio nega a ação e apresentou à ONU na última quarta-feira (28) um documento com provas que incriminariam os rebeldes pelo ataque químico.

O secretário ressalvou que está cansado de guerras, assim como a população. Mas deixou claro que os Estados Unidos devem reagir ao ataque. E completou com um esforço em distanciar a situação da Síria com ações anteriores na região.

‘O que acontece na Síria não se assemelha ao que ocorreu no Iraque’, afirmou.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

 

 

 

Folha de S. Paulo

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