7 de agosto de 2013 - 10:51

Jampa Digital: Oposição quer explicação de Ribeiro sobre transferências

(Ministro Aguinaldo Ribeiro)

(Ministro Aguinaldo Ribeiro)

O procurador regional da República Domingos Sávio Tenório Amorim anexou às investigações sobre superfaturamento e desvios de recursos públicos no Jampa Digital reportagens publicadas pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro, esta semana. O periódico revelou que um ex-assessor e “laranja” do ministro Aguinaldo Ribeiro recebeu dinheiro de empresa ligada à Ideia Digital, que é acusada pelo Ministério Público Federal de ter desviado recursos do projeto que visava instalar internet gratuita na cidade de João pessoa.

Segundo o procurador, as informações de que o ex-assessor Erasmo de Souza Alex Barreto, que trabalhou no gabinete de Aguinaldo, recebeu R$ 150 mil, e de que uma emissora de rádio da família Ribeiro está no nome do ex-assessor, agravam a situação do ministro, sobre quem, até agora, só existem suspeitas. Esta semana, o caso sobre o Jampa Digital será remetido ao Supremo Tribunal Federal, foro competente para investigar ministros de Estado.

“Anexarei as reportagens aos autos para que a Procuradoria Geral da República analise e o Supremo decida se cabe aprofundar a investigação. A informação publicada é grave”, afirmou Domingos.

Depósitos na conta do ex-assessor

Erasmo, filho de Alexandre Viana Barreto, antigo motorista do ministro, trabalhou durante anos no gabinete de Aguinaldo na Assembleia Legislativa — recebia R$ 1.156,09 — e tem registrada em seu nome a emissora Cariri AM, rádio que pertence à família do ministro. A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), irmã de Aguinaldo, tem um programa na emissora. No site do veículo, o pai do ministro, o ex-deputado Enivaldo Ribeiro (PP), é apresentado como atual proprietário.

A assessoria de imprensa do ministro Aguinaldo Ribeiro afirmou ontem, por meio de nota, que o titular das Cidades “jamais obteve nenhuma vantagem direta, pessoal ou de qualquer natureza questionável de qualquer empresa privada ou instância pública”. O ministro disse ainda ser favorável à “ampla e profunda investigação”, e não quis comentar as informações publicadas pelo GLOBO.

“O ministro sempre atuou com lisura e absoluto respeito à lei, em todas as funções públicas que exerceu. O ministro responde apenas e exclusivamente por seus atos e por ninguém mais. O ministro defende que todos os eventuais acusados ou mencionados nas investigações devem dar os esclarecimentos”, disse a nota.

Paraíba Já com O Globo

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