5 de agosto de 2013 - 09:57

Com medo de atentados, EUA fecham embaixadas no Oriente Médio

O Departamento de Estado dos EUA fechou diversas embaixadas e consulados norte-americanos em países do Oriente Médio e Norte da África neste domingo, 4. O governo teme uma suposta ameaça terrorista comparável ao ataque de 11 de setembro de 2001.

Várias embaixadas e consulados no Oriente Médio ficarão fechado até 10 de agosto. Um número adicional de postos diplomáticos será fechado, enquanto alguns devem reabrir nesta segunda-feira.

“Isto não é uma nova corrente de ameaças, apenas uma indicação de nosso compromisso de exercer cautela e tomar medidas apropriadas para proteger nossos funcionários, inclusive os empregados locais, e os visitantes de nossas instalações”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Os postos diplomáticos em Abu Dhabi, Amã, Riad, Dahran, Jeddah, Doha, Dubai, Kuwait, Manama, Muscat, Sanaa, Trípoli, Antanarivo, Bujumbura, Djubouti, Cartum, Kigali e Port Louis devem ficar fechados entre esta segunda-feira e o próximo sábado. Os postos diplomáticos que devem reabrir nesta segunda-feira são os de Daca, Argel, Nouakxhott, Cabul, Herat, Mazar el Sharif, Bagdá, Basra e Erbil.

11 de setembro

O senador norte-americano Saxby Chambliss (Partido Republicano/Geórgia) disse que as informações recebidas pelos serviços de inteligência dos EUA sugerem que estaria para acontecer um ataque terrorista comparável às ações da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001.

“Uma coisa sobre a qual podemos falar é que tem havido muitas conversas por aí, conversas entre terroristas sobre planejamento que estaria acontecendo, que fazem lembrar o que ouvimos antes de 11 de setembro. Não demos a atenção que deveríamos antes do 11 de setembro, mas acho que agora nós deveríamos prestar atenção a esse tipo de planejamento, você sabe, nos últimos dias do Ramadã, que sempre são um período interessante para terroristas. Também estamos a 37 ou 38 dias do aniversário do 11 de setembro. Por isso, estamos prestando muita atenção às conversas que estão acontecendo, e eu diria que esta é a ameaça mais séria que vimos em vários anos”, disse Chambliss durante entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News.

“Obviamente, não sabemos a localização do ataque, e isso é parte do problema. O que temos ouvido são conversas específicas sobre o que deve ser feito e alguns indivíduos fazendo planos, assim como vimos antes do 11 de setembro. Se serão coletes suicidas, bombas em veículos, não sabemos, mas temos ouvido o mesmo tipo de conversa que ouvimos antes do 11 de setembro, levando a alguma coisa como aquela levada a cabo por terroristas”, acrescentou o senador.

Entrevistado no mesmo programa, o senador Dick Durbin (Partido Democrata/Illinois) disse que ele e outros membros do Congresso foram informados secretamente pelo vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, sobre “pelo menos 25 embaixadas ao redor do mundo que são particularmente vulneráveis” e lembrou que apresentou uma emenda à lei orçamentária do setor de defesa destinando US$ 48 milhões a “proteger as pessoas que nos representam”. Para ele, “esta nova ameaça, sobre a qual fomos informados repetidas vezes, é séria”.

Chambliss defendeu os controvertidos programas de espionagem sobre as redes de telefonia e internet em todo o mundo, conduzidos pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA). “Se não tivéssemos esses programas, não poderíamos ouvir o que os ‘caras maus’ estão dizendo. Embora esses programas sejam controversos, esta é uma boa indicação de por que eles são importantes”, afirmou.

 

 

Estadão

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