29 de julho de 2013 - 05:48

Promotoria diz que joias roubadas em hotel de Cannes valem R$ 300 mi

A Promotoria de Grasse, no sudeste da França, afirmou nesta segunda-feira que o valor das joias roubadas do hotel Carlton de Cannes é estimado em € 106 milhões (R$ 306 milhões). Caso confirmado, será o maior roubo de joias da história francesa.

As joias foram levadas em uma ação no domingo. Por volta das 11h30 locais (6h30 da manhã no Brasil), o homem entrou armado no hotel e conseguiu passar pela segurança com uma maleta contendo as joias expostas em uma das salas do hotel –uma coleção da casa de diamantes do bilionário israelense Lev Leviev, a joalheria Croisette. O roubo foi feito por um único ladrão, usando luvas, um boné e um cachecol para ocultar seu rosto. A ação transcorreu sem que nenhum tiro fosse disparado.

A estimativa quase triplica a previsão inicial da polícia, de € 40 milhões (R$ 120 milhões). De acordo com os promotores, os organizadores da exposição de diamantes elevaram o valor após análise mais completa do inventário.

Lionel Cironneau/Associated Press
Policiais investigam roubo de joias em exposição no hotel Carlton, em Cannes, no sul da França
Policiais investigam roubo de joias em exposição no hotel Carlton, em Cannes, no sul da França, em valor que superaria R$ 300 mi

A exposição “Extraordinary Diamonds”, aberta desde 20 de julho, ocorria em uma sala alugada pela joalheria, que dispunha de seus próprios agentes de segurança (três ou quatro, segundo a polícia)

Até agora, o maior roubo de joias registrado na França havia ocorrido em 2008 na joalheria Harry Winston, na avenida Motaigne, em Paris, no valor de € 80 milhões (R$ 230 milhões).

No mundo, considera-se que o maior roubo deste tipo o roubo de diamantes no valor de € 100 milhões (R$ 288 milhões), ocorrido em fevereiro de 2003, na Antuérpia. Um grupo vestido com uniformes policiais escuros e capuzes entrou no aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, num carro que imitava uma viatura da polícia, e roubou o equivalente a R$ 100 milhões em diamantes da Antuérpia que embarcariam para Zurique. Parte do butim foi recuperada nos meses seguintes.

Segundo Jonathan Sazonoff, editor nos Estados Unidos do website Museum Security Network e uma autoridade em crimes de altos valores, a polícia deve investigar se o crime está ligado à gangue de ladrões de joias conhecida como Pantera Cor-de-Rosa. Na quinta-feira (25), um dos membros do grupo, Milan Poparic, escapou de uma prisão suíça com a ajuda de cúmplices armados de fuzis de assalto AK-47. Segundo a Interpol, desde 1999 o grupo já roubou mais de € 330 milhões (pouco menos de R$ 1 bilhão) de joalherias na Europa, no Oriente Médio, na Ásia e nos Estados Unidos.

Durante o festival de cinema deste ano, em maio, houve uma série de roubos de joias em Cannes. No primeiro, no hotel Novotel, foi levado um cofre com joias avaliadas em € 1,4 milhão (cerca de R$ 4 milhões), no quarto de um funcionário da relojoaria Chopard, que empresta joias a estrelas e fabrica a Palma de Ouro dada aos vencedores do festival.

Depois, a joalheria suíço De Grisogono denunciou o roubo de um colar de 2 milhões de euros (cerca de R$ 6 milhões) durante uma festa na cidade de Antibes, vizinha de Cannes. A festa era guarnecida por 80 seguranças.

 

 

Folha de S. Paulo

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