19 de julho de 2013 - 02:24

Partidários de Morsi voltam às ruas do Cairo para protestar contra o golpe

CAIRO –  Milhares de partidários do presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, reuniram-se no Cairo nesta sexta-feira, 19, para exigir a restauração do líder islâmico. Defensores do golpe militar que tirou a Irmandade Muçulmana do poder planejavam protestos em locais próximos, enquanto os militares executavam uma demonstração de força com caças e helicópteros nos céus da capital.

A Irmandade Muçulmana convocou manifestações em todo o país. Os partidários de Morsi realizam uma vigília do lado de fora de uma mesquita no subúrbio de Nasr City, no Cairo. Milhares convergiram na sexta-feira para se juntar aos protestos, que aumentaram depois das orações do meio-dia.

“Hoje à noite, hoje à noite, hoje à noite, Abdel Fatah al-Sisi (chefe do Exército) cai hoje à noite”, gritou um homem, liderando as palavras de ordem. Em uma enorme bandeira com uma foto de Morsi se lia: “Juntos para apoiar a legitimidade.”

Após as palavras de ordem contra o general, houve confronto com a polícia, que disparou tiros para o ar e prendeu dois membros da Irmandade. Não houve vítimas.

Duas formações de caças cruzaram o céu ensolarado da cidade ao término das orações do meio-dia. Quatro helicópteros do Exército circulavam, enquanto outros cinco, arrastando bandeiras egípcias, voavam baixo sobre o Cairo.

O Tamarod, movimento de jovens que organizou enormes protestos anti-Mursi em 30 de junho, também planeja manifestações para esta sexta-feira, incluindo uma perto da vigília de Nasr City. O movimento apelidou seus protestos como “o povo contra o terrorismo”, culpando seguidores de Morsi pela violência recente.

O policiamento foi intensificado na sexta-feira e 10 blindados de transporte de tropas estavam estacionados em uma ponte sobre o Nilo no centro de Cairo, uma rota que manifestantes islâmicos teriam que atravessar caso tentem chegar a praça Tahrir, onde estão os militantes anti-Morsi

Pelo menos 99 pessoas morreram vítimas da violência desde a remoção de Mursi, mais da metade deles quando as tropas dispararam contra manifestantes islâmicos em frente a um quartel Cairo em 8 de julho.

 

Estadão com REUTERS

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