19 de junho de 2013 - 07:54

Imagina na Copa!

Para os amantes do futebol vivenciar as emoções de uma Copa do Mundo FIFA é algo inesquecível. Ainda mais se o evento é realizado no seu país de origem, onde os habitantes têm não apenas a oportunidade de acompanhar as partidas de perto, mas também de demonstrar toda a sua hospitalidade, benevolência e respeito com o próximo.

Ao longo da história dos mundiais FIFA, vários já foram os países sede deste grandioso evento esportivo. EUA, Suécia, África do Sul, Japão/Coréia, França, entre outros, são exemplos de países que conseguiram congregar além da capacidade técnica de organização, a boa vontade dos seus governantes e o comprometimento da população para a realização de Copas bem sucedidas.

E no Brasil? A Copa do Mundo FIFA 2014 também poderá ser um exemplo de sucesso, caso os atributos necessários para isso sejam levados em consideração e respeitados. Mas, infelizmente, o cenário que se apresenta não é animador, nem para os organizadores do evento nem, tampouco, para os brasileiros e turistas.

Exemplos do fiasco que poderá ser a Copa do Mundo FIFA 2014 estão podendo ser apontados atualmente durante a realização da Copa das Confederações FIFA 2013. Desde obras inacabadas e inoperância de aeroportos, até a prática de preços abusivos estão a todo o instante “martelando” na cabeça dos governantes e responsáveis pela organização do evento, bem como desanimando brasileiros e turistas.

A Copa das Confederações FIFA 2013, evento teste para a Copa do Mundo, está tornando evidente a inaceitável incapacidade de organização e o desrespeito de governantes, organizadores e empresários ligados aos setores de eventos e turismo para com brasileiros e turistas.

Exemplo claro disto pode ser sentido em Pernambuco. Apesar da hospitalidade dos pernambucanos e da admirável atratividade das cidades deste estado nordestino, os aspectos negativos vivenciados nesta sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo têm saltado aos olhos.

Da deplorável infraestrutura de apoio, como a não pavimentação de estradas, transporte público ineficiente, telefonia falha, entre outros, aos inconcebíveis despreparo e desrespeito dos seus organizadores e profissionais envolvidos direta e indiretamente com o evento são exemplos do caos vivenciado.

Como entender a entrega, e uso, da Arena Pernambuco sem acessibilidade para cadeirantes a todos os seus níveis e com falhas na construção? Como cogitar a não disponibilização dos espaços para estacionamento, dentro do complexo da Arena, para os espectadores dos jogos e perder as chaves dos portões de entrada em dias de jogos? Como aceitar cobrar R$ 10,00 por um saco de pipoca ou R$ 6,00 por um refrigerante de 500ml nas dependências da Arena?

Além disso, como podemos pensar em desenvolver nosso turismo de eventos quando os hoteleiros passam a praticar preços abusivos apenas por estarmos no período do evento? E os taxistas? Será que é justo cobrar R$ 100,00 pelo trecho Boa Viagem/Arena Pernambuco?

Onde está o respeito dos nossos governantes pelo dinheiro público? E a ética profissional dos que estão comprometidos com a organização e apoio ao evento? Esses e outros problemas, antigos em nosso país e agora evidenciados ao mundo, deverão ser prioridade para a devida solução.

Devemos pensar que é a imagem do nosso país que está em jogo. E certamente neste jogo, penso eu, também queremos ser campeões.

 

Luana Lopes

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