13 de junho de 2013 - 08:28

Segurança da Copa das Confederações testará serviços para a Copa de 2014

Uma cerimônia simultânea nas seis sedes da Copa das Confederações marcou a entrega do Sistema Integrado de Comando e Controle de Segurança, que será usado nos megaeventos e ficará como legado para o País. O evento aconteceu nesta quinta-feira.

Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, que conheceu os equipamentos em Brasília, o evento contou ainda com a participação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participa na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, esteve em Belo Horizonte. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, em Salvador. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, em Fortaleza e o chefe do Cerimonial do Ministério da Defesa, coronel Pimentel, em Recife.

Um dos objetivos da Copa das Confederações é testar o funcionamento dos serviços ao cidadão para a Copa do Mundo, em 2014. Com as forças de segurança não será diferente: durante os jogos – que serão realizados entre 15 e 30 de junho em Salvador, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro – agentes públicos, privados e forças nacionais atuarão para garantir o conforto nos estádios e apoio aos torcedores e turistas.

“O Governo Federal está propondo uma integração inédita entre as forças de segurança no país. Policiamento, Defesa e Inteligência trabalhando de forma coordenada, observando o mesmo planejamento operacional”, destacou o diretor de operações da Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (Sesge), órgão do Ministério da Justiça, José Monteiro.

Nas partidas, a segurança se dividirá entre profissionais que cuidarão do patrimônio e os que atuarão para a resolução pacífica de conflitos e orientação do torcedor, chamados stewards. Já na entrada o público passará por uma revista pessoal e por uma inspeção digital que verifica se o cidadão tem histórico de violência em estádios. Líquidos, fogos de artifícios, sinalizadores, computadores pessoais ou tablets não serão permitidos pela organização.

Cada estádio deverá ter cerca de 2 mil agentes da FIFA e 300 policiais militares, que atuarão com o apoio de uma central de vigilância das câmeras espalhadas pelas arquibancadas e corredores. Estas imagens também devem chegar aos caminhões dos Centros Integrados de Comando e Controle Móveis (CICCM), organizados nos arredores dos estádios. As instalações itinerantes serão o principal modo de controle da torcida em pontos estratégicos das cidades e na entrada e saída dos jogos.

Ocupados por bombeiros, policiais militares, civis, federais e Defesa Civil, os Centros irão monitorar vídeos, identificar movimentos fora do padrão e acionar forças mais indicadas para resolução dos conflitos. As bases têm também infraestrutura para reuniões de urgência entre forças públicas articuladas.

Entregues pela Sesge, do Ministério da Justiça, aos estados que receberão os jogos da Copa das Confederações, os CICCM são orçados em até 3,5 milhões de reais, e poderão ser utilizados como mais uma estratégia pública de segurança após os jogos. Para a Copa de 2014, todas as cidades-sede terão dois Centros Integrados de Comando e Controle Móveis – São Paulo, Belo Horizonte e Rio de janeiro recebem três.

Policiais poderão ser acionados para atender notificações em estradas, aeroportos, pontos turísticos ou mesmo dentro dos estádios, se perceberem situações que ameaçam a segurança pública. Os hospitais também estarão conectados, e devem ser contatados rapidamente, se necessário.

Ao todo, serão R$ 1,9 bilhão investidos em segurança até 2014. O objetivo, diz Monteiro, é que ao fim dos Jogos Olímpicos de 2016, “a sociedade brasileira conte com atendimento diferenciado dos órgãos de segurança pública, fundamentado na eficiência e cidadania”.

 

Forças Armadas

Divulgação/Portal BrasilInfográfico - Segurança

Para garantir o fornecimento regular de serviços à população e fiscalizar movimentações suspeitas em fronteiras, nos espaços aéreos ou marítimos, as Forças Armadas montaram um esquema de atuação em dez setores estratégicos de defesa do Estado.

De acordo com o assessor para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid Júnior, as Forças Armadas irão utilizar 19 mil militares na Copa das Confederações, e devem dispor de uma reserva estratégica de 2,4 mil profissionais. “Os recursos alocados na lei orçamentária estão sendo liberados no prazo. As Forças Armadas serão usadas em ações preventivas ou em uma pronta resposta a graves contingências, se houver necessidade”, explicou.

Uma das mobilizações de prevenção, a Operação Ágata 7, encerrada em 5 de junho de 2013, reforçou a fiscalização das fronteiras terrestres e fluviais em todo o País. Mais de 25 mil militares controlaram os 16,8 mil quilômetros de fronteiras durante 19 dias. Segundo balanço divulgado, foram apreendidas 25.342 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe. Cerca de 267.600 veículos, 17.600 embarcações e 17 mil pedestres foram vistoriados. Desde o dia 6 de junho, a Operação Sentinela, da Polícia Federal, atua na manutenção do controle fronteiriço.

Outra frente das Forças Armadas é a defesa cibernética, que garante o fornecimento de água, energia elétrica, da radiofusão e dos sistemas de transporte. Como a distribuição desses serviços têm tecnologia digital, há grandes preocupações com ataques a softwares que garantem esses processos. Oitenta profissionais especializados fiscalizarão o funcionamento dessas redes durante o evento.

Mais 600 militares especializados farão o controle contra terrorismo nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. Cerca de R$ 60 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos e laboratórios que possam identificar agentes bacteriológicos e químicos como a ricina – toxina que em doses maiores que 500 mg pode levar a morte.

O plano da Força Aérea é disponibilizar 10 aviões no período de uma hora antes e até quatro horas depois dos jogos. As aeronaves irão sobrevoar os estádios ou estarão prontas para a decolagem. Cerca de 1.200 militares ficarão a postos em quartéis de cada uma das seis cidades, e 5 navios farão a escolta nas cidades de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Até 2014, estão previstos cerca de R$ 900 milhões em recursos para as forças de autodefesa.

 

 

Ministério da Defesa

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