26 de maio de 2013 - 08:55

PROGRAMAS DE AUXÍLIO À POPULAÇÃO LEVARAM R$ 20 MILHÕES DAS PREFEITURAS PARAIBANAS

Levantamento do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) aponta que prefeitos paraibanos gastaram quase R$ 20 milhões em programas de auxílio – distribuição de cestas básicas, enxovais, remédios, entre outros – à população, em 2012. A ex-prefeita do município de Piancó Flávia Serra Galdino (PP) foi a campeã de gastos. Em ano eleitoral, ela usou R$ 1,82 milhão para ajudar uma população de 15.465 habitantes com algum tipo de ajuda. Se esse dinheiro tivesse sido utilizado para atender todos os habitantes, a prefeitura teria gasto mais de R$ 118 mil, por pessoa, no último ano da administração Flávia Galdino.

A prefeitura de João Pessoa utilizou R$ 1,55 milhão para atender as famílias carentes, por meio de algum tipo de auxílio, durante os últimos 12 meses da gestão do ex-prefeito Luciano Agra (sem partido). Com esse índice, a capital foi à segunda cidade, dos 223 municípios paraibanos, que mais gastou com essa finalidade.

Com 28.479 habitantes, Alagoa Grande figura na terceira colocação do ranking de gastos com auxílio. O ex-prefeito da cidade, João Bosco Carneiro Júnior (PPS) destinou R$ 1, 37 milhão para atender as famílias carentes do município. Em 2012, ele disputou a reeleição, mas não obteve êxito.

Na quarta posição aparece o município de Queimadas. Lá, a prefeitura gastou R$ 859 mil em benefício com os mais necessitados. Em quinto lugar ficou o município de Logradouro com gastos de R$ 762 mil para uma população de 3.942 habitantes.

Realizado em ano eleitoral, o levantamento apontou que alguns municípios pequenos gastaram bem mais do que cidades maiores. O presidente do TCE, conselheiro Fábio Nogueira, ressalta, no entanto, que despesas com esse tipo de auxilio ocorrem todos os anos. “Independentemente de ser, ou não, período de eleição. Cabe lembrar, no entanto, que as questões de cunho eleitoral, competem à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público”, enfatizou.

 

Queimadas: R$ 859 mil

O ex-prefeito de Queimadas, José Carlos de Sousa Rego (PTB), mais conhecido como Carlinhos de Tião, disse que parte dos R$ 859.137 utilizados com auxílios para a população, no último ano da gestão dele, foi destinada para o pagamento de um programa, criado por ele, intitulado ‘Bolsa Renda’. O ex-gestor informou que cerca de mil famílias foram beneficiadas pelo programa por meio de uma bolsa de R$ 40.

“Para receber a bolsa era preciso atender a três exigências: plantar uma árvore, como forma de cuidar do meio ambiente; melhorar a higiene na área externa e interna da residência e ter pelo menos um integrante da família matriculado no EJA – Educação de Jovens e Adultos”, declarou.

Carlinhos de Tião disse que, por ano, eram investidos R$ 480 mil no ‘Bolsa Renda’. “Esse valor era compensado no ano seguinte através dos repasses do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação-, devido à elevação do número de matriculas no EJA”, ressaltou.

Ele disse ainda que montou uma equipe com seis assistentes sociais para visitar as famílias mais carentes dos bairros da cidade para atendê-las no que fosse necessário. “Não era para fazer assistencialismo, porque eu detesto isso. Eu oferecia ajuda, através de programas e cobrava alguma ação em benefício da própria família ou da cidade em contrapartida”, afirmou.

 

R$ 700 mil só em Gurjão

Apesar de o levantamento do TCE apontar que a prefeitura de Gurjão só gastou R$ 700 com auxílios em 2012, o ex-prefeito da cidade, José Martinho Candido (PT), acredita que deve ter havido algum equivoco. “Eu destinei cerca de R$ 100 mil para ajudar as famílias carentes, com distribuição de cesta básica e medicamentos. Além disso, eu também doava caixão para as pessoas que não podiam comprar”, declarou.

Para José Martinho, ações desse tipo são essenciais para a população de cidades pequenas. “Para as pessoas que necessitam, não têm outra saída. Se o gestor tiver força de vontade pode ajudar muita gente”, frisou.

José Martinho foi prefeito da cidade há 20 anos, pela primeira vez, voltou a administrar o município em 2009, não quis disputar à reeleição e resolveu abandonar a política. “As pessoas estão cada vez mais exigentes e nós não temos como atender muitos pedidos, por conta disso não tenho mais interesse de continuar na política. Vou me dedicar ao comércio que tenho”, explicou.

 

 

JORNAL CORREIO DA PARAÍBA

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