12 de maio de 2013 - 03:58

Ex-premiê Sharif declara vitória nas eleições do Paquistão

O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif declarou na noite deste sábado a vitória de seu partido de oposição de centro-direita, a Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N) nas eleições gerais.

O pleito histórico aconteceu em meio a uma onda de violência que matou mais de 150 pessoas nas últimas semanas e contou com uma maciça participação dos eleitores.

“Devemos agradecer a Alá que deu ao PML-N outra chance para servir vocês e o Paquistão,” disse ele em um discurso a seus partidários em Lahore.

A multidão gritava “primeiro-ministro Nawaz Sharif” e “leão”, o apelido de Sharif, enquanto dançavam e agitavam bandeiras e tigres de brinquedo, o símbolo do partido.

Os resultados parciais apontam vantagem de Sharif no pleito. Também sugerem, como já esperado, que nenhum partido vencerá sozinho a maioria de 172 cadeiras na assembleia nacional, o que aumenta a perspectiva de negociações prolongadas para a formação de um governo de coalizão.

“Peço a todos os partidos para se sentarem comigo para resolver os problemas do país”, disse Sharif. “Estou fazendo isso apenas por causa de vocês. Se fosse apenas por mim, não falaria com eles, mas é pela sobrevivência de nossas futuras gerações”, acrescentou.

A vitória do PML-N dará a Sharif um terceiro mandato histórico como primeiro-ministro.

“Qualquer promessa que tenhamos feito a nossa juventude, eu garanto que vamos cumprir. Os resultados ainda estão sendo divulgados, mas há uma confirmação de que o PML-N será o partido majoritário”, disse Sharif.

Omer Saleem/Efe
Apoiadores do ex-premiê Nawaz Sharif comemoram vantagem do líder nos resultados preliminares das eleições
Apoiadores do ex-premiê Nawaz Sharif comemoram vantagem do líder nos resultados preliminares das eleições

Sharif foi primeiro-ministro de 1990-93, quando teve que renunciar por corrupção, e de 1997-99, quando foi deposto pelos militares.

Num país de líderes autoritários, Sharif quer protagonizar a primeira transição de dois governos democraticamente eleitos desde a fundação do Estado, há 66 anos.

Ele garante não guardar mágoa das Forças Armadas, que controlam a bomba nuclear do país e orquestram uma política externa pressionada pela tensão com a também nuclearizada Índia e pelo desconfortável alinhamento aos EUA no Afeganistão.

“Nosso país está em ruínas. A população está desempregada, nossos negócios sofrem. Estamos morrendo diariamente”, afirmou o comerciante Mohammad Ali.

 

 

Folha de S. Paulo

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